<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946</id><updated>2012-01-11T18:54:21.117Z</updated><category term='Férias'/><category term='CRÓNICAS DE VIAGENS'/><title type='text'>Crónicas de Viagens</title><subtitle type='html'>Neste espaço deixarei as minhas impressões sobre as viagens que já fiz e que vier a fazer.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-5365821874622293143</id><published>2011-12-21T21:28:00.002Z</published><updated>2011-12-21T21:28:54.035Z</updated><title type='text'>BOAS FESTAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZjgEd1PNLMI/TvJPa-bwHRI/AAAAAAAADaE/o-Y88SCr2Q8/s1600/pres%25C3%25A9pio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZjgEd1PNLMI/TvJPa-bwHRI/AAAAAAAADaE/o-Y88SCr2Q8/s400/pres%25C3%25A9pio.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-5365821874622293143?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/5365821874622293143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=5365821874622293143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/5365821874622293143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/5365821874622293143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2011/12/boas-festas.html' title='BOAS FESTAS'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZjgEd1PNLMI/TvJPa-bwHRI/AAAAAAAADaE/o-Y88SCr2Q8/s72-c/pres%25C3%25A9pio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-3806718134418397552</id><published>2011-01-17T19:23:00.003Z</published><updated>2011-02-13T23:50:50.719Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÓNICAS DE VIAGENS'/><title type='text'>O MENINO DA FEIRINHA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nessa manhã de um sábado de Agosto, decorria o ano de 92, acordei no vigésimo andar do meu quarto de hotel, na Avenida de Copacabana, no Rio de Janeiro, e corri para a varanda curiosa com o panorama que dali pudesse usufruir. Chegáramos muito tarde no dia anterior e não tivera oportunidade de abrir a cortina para olhar fora da janela. Como nunca na minha vida estivera num andar tão elevado, estava impaciente por observar o panorama.&lt;br /&gt;Fiquei deslumbrada com a vista maravilhosa que dali me foi dado desfrutar: a praia, à direita, imensa, fervilhava de vida nessa manhã de Agosto, com jovens de pele tostada e corpos atléticos&amp;nbsp;que jogavam futebol ou voleibol, outros corriam à beirinha da água, que, de mansinho,&amp;nbsp;vinha afagar a areia branca, outros expunham os corpos seminus aos raios ardentes do sol tropical sobre garridas toalhas estendidas na areia e&amp;nbsp;havia ainda aqueles que, também na praia, junto à avenida, do lado oposto à linha de água, sentados em cadeiras de lona ou de madeira à volta de pequenas mesas sombreadas por tufos de palmeiras a lembrar refrescantes e apetecidos oásis, tomavam bebidas refrescantes: água de coco&amp;nbsp;e outras. A enorme praia curvava em forma de foice sobre a baía e, ao fundo, fechava-se num morro. Sobre a curva da baía, um pouco à minha direita, o Pão de Açúcar erguia-se a subir para o céu, altivo e misterioso, envolvido em pedaços de nuvens brancas e leves; em frente, outro morro; à esquerda deste e a trepar pela encosta tal qual cascata de S. João, as casinhas da favela; mais à esquerda um outro morro, enorme, barrava-me toda a visibilidade para esse lado; em baixo, aos pés do hotel, na ampla Avenida Atlântica paralela à praia, fervilhavam transportes, que circulavam nos dois sentidos, como formiguinhas diligentes a caminho do formigueiro.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ao longo e ao centro desta, estendia-se&amp;nbsp;o “Calçadão” separando as duas faixas de rodagens, e outro de cada lado da avenida,&amp;nbsp;bem sombreados por árvores frondosas. Aconchegado entre a espaçosa avenida e o morro descansava o casario.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha atenção fixou-se com mais acuidade na animação que por entre os rasgões abertos na ramagem do arvoredo, vislumbrava no “Calçadão”. &lt;br /&gt;Tanto no central como nos dois laterais pressentia pequenas tendinhas, que do alto daquele vigésimo andar pareciam pequeníssimos cogumelos a furar da terra e me puseram as orelhas em pé: uma feira. Adoro feiras. Feiras populares, espontâneas, onde, por norma, aparece uma enorme variedade de artigos de artesanato. Gosto sobretudo de apreciar artesanato que, a meu ver, é uma clara manifestação da cultura de um povo. Através dele podemos conhecer um pouco da história desse mesmo povo. E, sem demoras, corri a arranjar-me, desci até à rua e fiquei deliciada com a enorme quantidade de objectos expostos, desde garridíssimas toalhas de praia, a vestidos de lantejoulas, quadros a óleo, bijutarias feitas com pedras semipreciosas, rendas, bordados… Um mundo de cor e de arte ali exposto sob o meu olhar deliciado. Havia um pouco de tudo para apreciar e comprar. Todo o tipo de artesanato, e não só, desde a artigos sofisticadíssimos, como vestidos de noite e carteiras de lantejoilas, até às coisas simples, feitas com materiais vulgaríssimos e reciclados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deambulava assim, encantada, por entre as inúmeras tendinhas a apreciar aquelas coisas lindas na forma e no colorido, parando aqui e além. Caminhava descontraída e sem preças, perguntando preços, materiais usados… Tudo.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;todas as minhas perguntas eram satisfeitas de uma forma afável e simpática. Até que a dado momento aproxima-se&amp;nbsp;um rapazinho franzino, moreno, de grandes olhos negros, cabelos escuros e encaracolados, carregando no braço um enorme cesto cheio de pulseirinhas feitas em linha – daquelas muito em voga nos anos oitenta/noventa e, nessa época, usadas por quase todos os jovens –&amp;nbsp;e diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Compre-me uma pulseirinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Quanto custa? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Duzentos cruzeiros, e posso gravar-lhe o nome se quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sabes gravar o nome nestas pulseirinhas? Mas tu és ainda muito novo. Não és tu quem as faz, pois não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sou, sim, a minha mãe ensinou-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Quantos anos tens?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Tenho nove.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-E com nove anos já sabes fazer e gravar estas pulseirinhas tão bonitas?! – Perguntei sinceramente admirada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei sim senhora. Já fiz muitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-São muito bonitas. Dou-te os meus parabéns. Quero, sim, quero que me graves uma pulseirinha para eu levar para Portugal. Disse-lhe o nome que pretendia ver gravado na pulseira, e perguntei:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Como te chamas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Andas por aqui sozinho a vender as essas pulseirinhas, Paulo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não, a minha mãe está ali, naquela tenda, disse apontando para uma tenda&amp;nbsp;pequenina, de roupa indiana, pequenas bijutarias, chapéus, saias…, coisas pequeninas, modestas, simples, mas o produto da venda dessas pequeninas coisas ajudava aquela mulher, viúva, a sustentar-se e a sustentar os três filhos: o Paulo de nove anos, o Pedro de onze e uma menina de sete. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas estas coisas me foram contadas pelo Paulo, enquanto se sentava num pequeno banquinho de madeira e começava a trabalhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixei-o e continuei o meu passeio por entre as tendazinhas da feira, fascinada com a profusão de coisas simples e ingénuas, muitas; outras demonstrando grande talento artístico e criativo. Algum tempo depois regressei junto do Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pulseira estava pronta. Lá estava o nome que lhe pedira para gravar. Um pouco imperfeito, mas paguei aquele trabalho com um enorme prazer. Foi o trabalho de uma criança de nove anos, que, no “Calçadão” da Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, trabalhava e vendia o produto do seu trabalho, para ajudar a mãe, viúva, a sustentá-lo e aos seus dois irmãos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Jeracina Gonçalves﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-3806718134418397552?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://eu-e-os-outros-daqui-e-dali.blogspot.com/' title='O MENINO DA FEIRINHA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/3806718134418397552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=3806718134418397552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3806718134418397552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3806718134418397552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2011/01/o-menino-da-feirinha.html' title='O MENINO DA FEIRINHA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-7924375050551347395</id><published>2010-12-18T10:41:00.001Z</published><updated>2010-12-18T10:41:14.266Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/TQyPuk1NaSI/AAAAAAAAC2Y/C9pIfiOsC6I/s1600/FELIZ+NATAL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/TQyPuk1NaSI/AAAAAAAAC2Y/C9pIfiOsC6I/s400/FELIZ+NATAL.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-7924375050551347395?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/7924375050551347395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=7924375050551347395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/7924375050551347395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/7924375050551347395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/TQyPuk1NaSI/AAAAAAAAC2Y/C9pIfiOsC6I/s72-c/FELIZ+NATAL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-7739101232677964519</id><published>2010-02-17T10:06:00.002Z</published><updated>2010-02-17T10:11:09.799Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/S3u_woD8h8I/AAAAAAAACEs/pQwD7fvlfh8/s1600-h/5703963_8oJja.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/S3u_woD8h8I/AAAAAAAACEs/pQwD7fvlfh8/s200/5703963_8oJja.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439151817088600002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui.&lt;br /&gt;O lançamento será no dia 27 (Sábado), pelas 16:30 horas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUDITÓRIO CARLOS PAREDES&lt;br /&gt;Junta de Freguesia de Benfica&lt;br /&gt;Avª Gomes Pereira, 17 – Benfica – Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-7739101232677964519?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/7739101232677964519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=7739101232677964519' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/7739101232677964519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/7739101232677964519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2010/02/estou-aqui.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/S3u_woD8h8I/AAAAAAAACEs/pQwD7fvlfh8/s72-c/5703963_8oJja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-3576896277762673023</id><published>2009-12-10T00:44:00.000Z</published><updated>2009-12-10T00:50:47.680Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SyBF1gvUPXI/AAAAAAAABto/HV4r_19rgbs/s1600-h/NATAL1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SyBF1gvUPXI/AAAAAAAABto/HV4r_19rgbs/s400/NATAL1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413403537723112818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-3576896277762673023?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/3576896277762673023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=3576896277762673023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3576896277762673023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3576896277762673023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SyBF1gvUPXI/AAAAAAAABto/HV4r_19rgbs/s72-c/NATAL1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-5854866936058097264</id><published>2009-11-25T19:46:00.009Z</published><updated>2010-12-11T01:19:05.076Z</updated><title type='text'>DE MOSCOVO A S.PETERSBURGO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;,&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2pyeX89SI/AAAAAAAABpM/OFnE0_1joow/s1600/Moscovo-panor%C3%A2mica.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408165412153914658" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2pyeX89SI/AAAAAAAABpM/OFnE0_1joow/s400/Moscovo-panor%C3%A2mica.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 216px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; A água é um elemento que me emociona e atrai, acalma e adoça a sensibilidade, permeabiliza a mente e torna o meu espírito mais ávido de conhecimento, mais atento, mais perscrutador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma viagem de barco é sempre, para mim, um grande prazer, do qual pude usufruir este ano, em Agosto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante dez dias percorri rios, lagos e canais da Rússia, desde Moscovo a S. Petersburgo, visitando ao longo do percurso outras cidades menores, mas também interessantes pela memória guardada em alguns dos seus monumentos, num barco sem luxo nem grandes instalações de convívio e ocupação dos tempos livres, mas agradável, apesar disso, com uma tripulação jovem, bonita, simpática e proporcionou-nos algumas noites musicais muito boas, por músicos de grande qualidade: um pianista, um violinista, um guitarrista e uma cantora lírica. O guitarrista, um jovem de 24 anos, ganhador de vários concursos internacionais - um metro e noventa de música, com a guitarra integrada no próprio corpo - era fantástico! Todo ele era música expressa no olhar, nas faces, na expressão corporal, quando dedilhava a guitarra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de iniciarmos a navegação pelos canais dos Czares, quedámo-nos três dias em Moscovo, cidade nas margens do rio Moscova, que lhe deu o nome, e aí recebe as águas o rio Yauza, um dos seus afluentes, para uma visita guiada a essa monumental e lindíssima capital, pejada de excelsas catedrais, magníficos palácios, imponentes edifícios, lindas pontes, tal como a que sai no enfiamento da Catedral de Cristo Salvador, na alta margem do dito rio Moscova (Catedral lindíssima, que&amp;nbsp;marca a vitória sobre Napoleão Bonaparte na guerra de 1812. Tem-se daí&amp;nbsp;uma vista extraordinária sobre a cidade e o rio.), grandes e lindíssimas praças, fontes, estações de Metro - autênticos salões palacianos -, parques e jardins bem tratados e floridos, sem um papel no chão ou qualquer outra espécie de lixo. Assim como nas ruas; nem mesmo nas passagens subterrâneas.&amp;nbsp;E também não&amp;nbsp;há paredes pichadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Praça Vermelha (minha velha conhecida, através da televisão, com as grandes paradas militares de antigamente), quando&amp;nbsp;estamos lá no centro, faz-nos sentir a vastidão e a imponência do seu espaço, e reduz-nos rapidamente à nossa insignificância volumétrica. É de forma rectangular e, de um dos lados mais curtos do rectângulo, tem a Catedral de S. Basílio - agora Museu - mandada construir por &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2NLB-de2I/AAAAAAAABoo/3h2HiNYoNqY/s1600/Moscovo+-+Catedral+de+S.+Bas%C3%ADlio+e+um+peda%C3%A7o+das+Muralhas+do+Kremlin.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408133948190325602" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2NLB-de2I/AAAAAAAABoo/3h2HiNYoNqY/s400/Moscovo+-+Catedral+de+S.+Bas%C3%ADlio+e+um+peda%C3%A7o+das+Muralhas+do+Kremlin.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 222px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; Ivan, o Terrível, que no final mandou arrancar os olhos ao seu arquitecto para que não pudesse construir mais nada parecido;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2ovZsuPNI/AAAAAAAABpE/OIzoNuZTZQA/s1600/Moscovo+-+Museu+de+Hist%C3%B3ria,+ao+fundo.+%C3%A0+esquerda+mausol%C3%A9u+de+Lenine.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408164259847617746" src="http://3.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2ovZsuPNI/AAAAAAAABpE/OIzoNuZTZQA/s400/Moscovo+-+Museu+de+Hist%C3%B3ria,+ao+fundo.+%C3%A0+esquerda+mausol%C3%A9u+de+Lenine.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;no lado oposto fica o Museu de História e outra catedral, de que não recordo o nome, demolida na época comunista e reconstruída já no tempo de Putin (Desse lado há duas passagens em forma de arco sob o edifício, que fazem a ligação para a vasta Praça Manézhnaia ou Picadeiro, onde antigamente faziam a revista às tropas e hoje são feitas exposições.); do outro lado fica a imponente muralha do Kremlin e o Mausoléu de Lenine; e, do outro, as Galerias Comerciais Gum, que ocupam um edifício magnífico também, onde estão representadas as marcas internacionais mais prestigiadas. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2N9kHbrgI/AAAAAAAABow/EUq2b_en9Wg/s1600/MOSCOVO+-+PRA%C3%87A+DAS+CATEDRAIS,+NO+KREMLIN.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408134816348220930" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2N9kHbrgI/AAAAAAAABow/EUq2b_en9Wg/s400/MOSCOVO+-+PRA%C3%87A+DAS+CATEDRAIS,+NO+KREMLIN.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 211px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; No interior das muralhas encimadas por dezoito torres de combate, o Kremlin - a parte mais antiga de Moscovo -, é um conjunto arquitectónico admirável, com majestosos palácios, catedrais (sete), entre elas a Catedral da Dormição (onde foram coroados Czares e Imperadores russos), jardins... Aí se encontra também o Palácio do Governo Russo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito, e muito há para dizer sobre Moscovo, do que vi e do que gostei de ver, mas há que avançar para darmos início à nossa navegação por rios, canais e lagos da Rússia, vencendo um total de 18 eclusas, atracando, como disse, a povoações menores mas também interessantes, nas margens dos rios, canais e lagos que percorremos. Tais como Uglich, uma das cidades mais antigas da Rússia nas margens do rio Volga, datada do séc. X, onde foi assassinado Dimitry, neto de Ivan o Terrível e herdeiro do trono de Moscovo, durante uma visita que fizera à cidade em 1591. A sua morte provocou uma longa guerra civil. E, para lembrar esses tempos de grande violência, foi construída no local a Igreja de São Dimitri, que visitámos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistimos nessa cidade a um Coro Gregoriano constituído por cinco vozes, que classifico de Divino!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra cidade a que aportámos, Yaroslavl, já foi a segunda cidade russa e fica na junção dos rios Volga e Kotorosl. Hoje é um razoável porto fluvial com «um centro histórico importante pelas suas igrejas seiscentistas», que são Património Mundial. O Mosteiro de Spassky, nessa cidade, é dos mais antigos da região. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Goritsy, nas margens do lago Branco, visitámos o Mosteiro da Ressurreição ou de S. Cirilo, fundado por S. Cirilo em obediência a uma aparição da Virgem. Beneficiador dos favores e influência dos czares, o Mosteiro atingiu poder e riqueza, e durante a guerra que se seguiu à revolução de 1917 tomou o partido do exército branco. Os bolcheviques mataram o prior, e o Mosteiro ficou sob o controle do Governo, que aí instalou em 1923 um Museu de Estudos Regionais, transformado no Museu de História em 1969, que aí funciona hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kizhi, uma ilha do Lago Onega, «cercada por outras 5000 ilhas, algumas muito pequenas, outras com mais de 35Km de comprimento» tem um conjunto de igrejas, capelas e casas de madeira, muito bonito. Merece bem uma visita. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2qdc3cdwI/AAAAAAAABpU/lR2EMvKEanA/s1600/Kizhi+-+C%C3%9APULAS+EM+MADEIRA+DE+%C3%81LAMO.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408166150483506946" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2qdc3cdwI/AAAAAAAABpU/lR2EMvKEanA/s400/Kizhi+-+C%C3%9APULAS+EM+MADEIRA+DE+%C3%81LAMO.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das igrejas, a da Transfiguração - igreja de Verão - construída no ano de 1714, tem 22 cúpulas e foi totalmente construída sem pregos. Ao lado desta, há a Igreja da Intercessão - igreja de Inverno -, que é mais pequena. Kizhi é um lindíssimo e invulgar museu ao ar livre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Mandrogi, uma aldeia turística a 270 Km de S Petersburgo, nas margens do rio Svir - rio que começa no lago Onega e termina no lago Ladoga (o maior da Europa), vivem pouco mais de uma centena de pessoas permanentemente, mas são muitas e muitas mais as que aí vão, todos os dias, para trabalhar. Pode encontrar-se aí todo o tipo de artesanato e artesãos a trabalharem diferentes materiais, em casas de uma arquitectura característica - vistosa e apelativa -, em madeira. Matrushkas, rendas, cerâmicas, jóias em âmbar e outros materiais…, tudo aí se pode ver fazer e comprar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem um hotel, um museu da vodka, um zoo, cavalos, pesca, trilhos para caminhar e outras «ferramentas» de apoio ao turista que queira libertar-se do stress da grande cidade e viver em comunhão com a natureza por algum tempo. É um local muito aprazível e calmante. Bom para descansar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos a chegar ao fim do nosso Cruzeiro. A próxima etapa levar-nos-á a S. Petersburgo, cidade de uma magnificência extraordinária. Mas este texto parece-me já bastante longo. S. Petersburgo ficará para um próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-5854866936058097264?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/5854866936058097264/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=5854866936058097264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/5854866936058097264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/5854866936058097264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2009/11/de-moscovo-spetersburgo.html' title='&lt;strong&gt;DE MOSCOVO A S.PETERSBURGO&lt;/strong&gt;'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/Sw2pyeX89SI/AAAAAAAABpM/OFnE0_1joow/s72-c/Moscovo-panor%C3%A2mica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-4864682304221800702</id><published>2008-10-20T00:35:00.003+01:00</published><updated>2008-10-20T00:51:58.739+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SPvEZHXDNxI/AAAAAAAAAlQ/YIlCjwmcZ_A/s1600-h/SANY0068.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 385px; HEIGHT: 288px" height="268" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SPvEZHXDNxI/AAAAAAAAAlQ/YIlCjwmcZ_A/s320/SANY0068.JPG" width="358" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;AZEVINHO&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: 0% 50%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-4864682304221800702?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/4864682304221800702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=4864682304221800702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/4864682304221800702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/4864682304221800702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/10/azevinho.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SPvEZHXDNxI/AAAAAAAAAlQ/YIlCjwmcZ_A/s72-c/SANY0068.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-3312977601264499013</id><published>2008-10-20T00:24:00.002+01:00</published><updated>2008-10-20T00:47:45.894+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SPvBy8P0lbI/AAAAAAAAAlI/vjlgf6-dU3c/s1600-h/SANY0050.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 398px; HEIGHT: 317px" height="304" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SPvBy8P0lbI/AAAAAAAAAlI/vjlgf6-dU3c/s320/SANY0050.JPG" width="383" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE APARECIDA &lt;/a&gt;- BALUGÃES&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: 0% 50%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-3312977601264499013?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/3312977601264499013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=3312977601264499013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3312977601264499013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3312977601264499013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/10/santurio-de-nossa-senhora-de-aparecida.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SPvBy8P0lbI/AAAAAAAAAlI/vjlgf6-dU3c/s72-c/SANY0050.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-4354952486756523047</id><published>2008-09-21T02:35:00.000+01:00</published><updated>2008-09-21T02:35:43.096+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SNWk7Zz0d0I/AAAAAAAAAe4/6gSEbUC9tj0/s1600-h/SANY0043.JPG"&gt;&lt;img height="294" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SNWk7Zz0d0I/AAAAAAAAAe4/6gSEbUC9tj0/s320/SANY0043.JPG" width="425" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Marina de Faro&lt;/strong&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-4354952486756523047?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/4354952486756523047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=4354952486756523047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/4354952486756523047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/4354952486756523047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/09/marina-de-faro.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SNWk7Zz0d0I/AAAAAAAAAe4/6gSEbUC9tj0/s72-c/SANY0043.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-4373860096164792527</id><published>2008-09-21T02:27:00.002+01:00</published><updated>2008-09-21T02:40:57.224+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Férias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SNWi9ZoDA4I/AAAAAAAAAew/jOzPAB6oDns/s1600-h/SANY0037.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 442px; HEIGHT: 293px" height="309" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SNWi9ZoDA4I/AAAAAAAAAew/jOzPAB6oDns/s320/SANY0037.JPG" width="468" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;Catedral de Faro - Portugal &lt;div style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: 0% 50%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-4373860096164792527?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/4373860096164792527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=4373860096164792527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/4373860096164792527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/4373860096164792527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/09/catedral-de-vora-portugal.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SNWi9ZoDA4I/AAAAAAAAAew/jOzPAB6oDns/s72-c/SANY0037.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-1062325222542583279</id><published>2008-08-11T19:53:00.006+01:00</published><updated>2008-08-11T22:20:39.826+01:00</updated><title type='text'>TRINTA ANOS DEPOIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SKCQXaSeCqI/AAAAAAAAAbU/Y0h-NCfO7B0/s1600-h/SANY0057.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233341498872695458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 402px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" height="239" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SKCQXaSeCqI/AAAAAAAAAbU/Y0h-NCfO7B0/s320/SANY0057.JPG" width="349" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SKCOjYLFmLI/AAAAAAAAAbM/fYp6eYKO4hM/s1600-h/SANY0145.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233339505440037042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 404px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" height="278" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SKCOjYLFmLI/AAAAAAAAAbM/fYp6eYKO4hM/s320/SANY0145.JPG" width="367" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há trinta anos que não vinha à Madeira. Nessa altura vivi aqui durante três meses, mercê do trabalho do meu marido, que cá esteve colocado durante algum tempo. Vim passar as chamadas “Féria Grandes” e fui daqui completamente apaixonada. Apaixonada pela beleza e pelo clima desta “pérola no Atlântico plantada”. A sua natureza rústica e poderosa, a agressividade das escarpas íngremes e dos desfiladeiros profundos, emaranhados uns nos outros, luxuriantemente vestidos de verde denso, forte, sadio, a intensidade dos seus picos aguçados como agulhas a perfurarem o céu azul, ou, quando a névoa descia, o enovelado das nuvens, a profundidade azul do mar que a envolve, a pujança e o colorido radioso das inúmeras espécies de flores, que a enfeitavam e enfeitam, seduziram-me irremediavelmente e ficaram para sempre gravados no meu coração e na minha memória. Conheci-a em cada recanto, por cada estrada ou estradão onde o automóvel pudesse chegar e também a caminhei por muitos trilhos. E foi com alguma apreensão que, agora, trinta anos depois, decidi fazer nova incursão no seu território. Sabia das inúmeras transformações sofridas e, nem sempre, se transforma para melhor. O progresso nem sempre melhora as coisas, infelizmente. Iria gostar da nova Madeira que iria encontrar?&lt;br /&gt;Não me desiludiu. Sem dúvida que esta Madeira “trinta anos depois” está completamente diferente. E nas encostas há bem mais casario a colorir o verde, que não ofende e, a meu ver, embeleza. Mas o progresso, o que realmente a transforma, veio dar uma merecida qualidade de vida aos seus habitantes sem estragar o aspecto da ilha. Sem a descaracterizar. E graças à vasta rede de túneis e pontes todos os locais são acessíveis e relativamente próximos uns dos outros, o que, no tempo em que a conheci, era inacreditável. Havia sítios tão esconsos, tão perdidos nas escarpas, nos desfiladeiros e barrancos, que se duvidava da possibilidade de dali se sair à procura de um médico, por exemplo. Agora é perfeitamente possível morar… em Porto Moniz, por exemplo, e trabalhar no Funchal. Coisa impensável antigamente.&lt;br /&gt;E também Porto Santo cresceu!&lt;br /&gt;Cresceu e de que maneira!&lt;br /&gt;Lembro-me de uma pequenina povoação, com um pequeno cais onde o barco “Mar Azul” (se não me engano) atracava, e nada mais. Agora são alguns os hotéis de quatro e cinco estrelas a apostarem nesse destino turístico e nas propriedades medicinais das suas águas e, especialmente, das suas areias, e mesmo dos produtos alimentares nela cultivados.&lt;br /&gt;E do seu solo arenoso (salão), com propriedades especiais, estão a ser desenvolvidos alguns produtos de cosmética, nomeadamente um creme hidratante e um gel de banho, estudos em desenvolvimento pela Universidade Fernando Pessoa e pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.&lt;br /&gt;Parece-me que Dr. João Jardim soube aplicar e rentabilizar bem o dinheiro que recebeu.&lt;br /&gt;Gostei sinceramente de rever o Arquipélago da Madeira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-1062325222542583279?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://eu-e-os-outros-daqui-e-dali.blogspot.com/' title='TRINTA ANOS DEPOIS'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/1062325222542583279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=1062325222542583279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/1062325222542583279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/1062325222542583279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/08/trinta-anos-depois.html' title='TRINTA ANOS DEPOIS'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/SKCQXaSeCqI/AAAAAAAAAbU/Y0h-NCfO7B0/s72-c/SANY0057.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-6599248869891179548</id><published>2008-06-19T23:16:00.007+01:00</published><updated>2008-07-23T10:03:07.657+01:00</updated><title type='text'>Ponta da Ferraria, na ilha de S. Miguel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há sítios que gravamos na memória a tinta indelével e por muitos anos que passem sobre a época em que os conhecemos a sua marca não esmaece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o caso de Ponta da Ferraria, na ilha de S. Miguel, nos Açores. Falésia negra, rochosa, altíssima e, lá no fundo, cercada pela água fria do mar, entre os rochedos basálticos, uma piscina natural de água quente! Uma estrada íngreme, mas cuidada, leva-nos até lá e podemos mergulhar e sentir a temperatura da água na nossa pele. É uma das surpresas com que a natureza açoriana nos espanta, das muitas que por aí topamos, que nos fazem arregalar os olhos de espanto (a mim, pelo menos!), mas, se calhar e apenas, porque sou absolutamente ignorante nesses fenómenos da natureza. Certamente que, para quem estuda essas revelações que a natureza nos vai desvendando, haverá uma explicação plausível e natural encontrar esses fenómenos no arquipélago dos Açores, mais especificamente na ilha de S. Miguel. Mas, para mim, ignorante desses temas, foi uma enorme surpresa. .&lt;br /&gt;Também a vila de Mosteiro me agradou.  Pela simplicidade e beleza das suas casas, pequeninas, todas branquinhas, com portas e janelas contornadas a cores vivas, e pelo seu magnífico complexo balnear: um admirável conjunto de piscinas naturais, em socalcos, por entre as cavernas dos rochedos basálticos, com terraços onde as pessoas estendem as toalhas e apanham banhos de sol. Muito bonito. Mas há outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo da costa da ilha de S. Miguel faz-se um aproveitamento balnear muito agradável, com terraços e piscinas naturais, ou construídas, que me parece uma boa solução para resolver a questão dos banhos de mar e de sol. Já que não têm costas arenosas e macias, como nós, no continente, adaptam as condições que têm, criando espaços de lazer bem bonitos e apetecíveis. E também noutras ilhas açoreanas assim acontece.&lt;br /&gt;Mas S. Miguel é uma ilha infalivelmente sedutora. É maravilhosa! De uma beleza natural extraordinária.  Deixa-nos completamente seduzidos e maravilhados com as suas belezas e encantos naturais. E todo o trajecto de Relvas para Sete Cidades é feito por uma região lindíssima, por uma estrada bordejada de hortênsias, que nos oferecem um espectáculo inesquecível na pujança da sua floração, entre montanhas (picos) florestadas e bem verdejantes, com clareiras onde pastam vaquinhas pretas e brancas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já para não falarmos da beleza extraordinária da Lagoa das Sete Cidades, senhora de uma lenda romântica, muito interessante, que aqui reproduzo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Lenda das Lagoas das Sete Cidades&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“Em época recuada, existia, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, um reino próspero e aí vivia uma princesa muito jovem, bela e bondosa, que crescia cada dia em tamanho, gentileza e formosura. A princesa adorava a vida campestre e frequentemente passeava pelos campos, deliciando-se com o murmurar das ribeiras ou com a beleza verdejante dos montes e vales.&lt;br /&gt;Um dia, a princesa de lindos olhos azuis, durante o seu passeio, foi dar a um prado viçoso onde pastava um rebanho. À sombra da ramagem de uma árvore deparou com o pastor de olhos verdes. Falaram dos animais e de outras coisas simples, mas belas e ficaram logo apaixonados.&lt;br /&gt;Nos dias e semanas seguintes encontraram-se sempre no mesmo local, à sombra da velha árvore e o amor foi crescendo de tal forma que trocaram juras de amor eterno.&lt;br /&gt;Porém, a notícia dos encontros entre a princesa e o pastor chegou ao conhecimento do rei, que desejava ver a filha casada com um dos príncipes dos reinos vizinhos e logo a proibiu de voltar a ver o pastor.&lt;br /&gt;A princesa, sabendo que a palavra do rei não volta atrás, acatou a decisão, mas pediu que lhe permitisse mais um encontro com o pastor do vale. O rei acedeu ao pedido.&lt;br /&gt;Encontraram-se pela última vez sob a sombra da velha árvore e falaram longamente do seu amor e da sua separação. Enquanto falavam, choravam e tanto choraram que as lágrimas dos olhos azuis da princesa foram caindo no chão e formaram uma lagoa azul. As lágrimas caídas dos olhos do pastor eram tantas e tão sentidas que formaram uma mansa lagoa de águas verdes, tão verdes como os seus olhos.&lt;br /&gt;Separaram-se, mas as duas lagoas formadas por lágrimas, ficaram para sempre unidas e são chamadas de Lagoas das Sete Cidades. Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde e em dias de sol as suas cores são mais intensas e reflectem o olhar brilhante da princesa e do pastor enamorados.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-6599248869891179548?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/6599248869891179548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=6599248869891179548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/6599248869891179548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/6599248869891179548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/06/h-stios-que-gravamos-na-memria-tinta.html' title='Ponta da Ferraria, na ilha de S. Miguel'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-5278485845255599799</id><published>2008-03-07T18:13:00.011Z</published><updated>2008-03-07T18:52:08.971Z</updated><title type='text'>NA FALPERRA</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/R9GGaubfxaI/AAAAAAAAAKw/xqueNNCDRQU/s1600-h/SANY0063.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175065240523490722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 417px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px" height="180" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/R9GGaubfxaI/AAAAAAAAAKw/xqueNNCDRQU/s200/SANY0063.JPG" width="227" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sala do pequeno-almoço, contígua ao pequeno bar mobilado com quatro mesas redondas, baixas, rodeadas por quatro cadeirões almofadados, algumas pessoas tomam o dejejum. Poucas. Certamente apenas os hóspedes que ocupam o hotel durante este fim-de-semana. A azáfama decorre no átrio, onde se encontra o Secretariado do Congresso e onde quem chega se dirige para levantar a pasta.&lt;br /&gt;Vai decorrer aqui um Congresso de Dermatologia, ao que me parece muito concorrido. O parque do hotel está completamente lotado e há automóveis estacionados pelas encostas arborizadas da serra/parque.&lt;br /&gt;Como não tinha tomado ainda o pequeno-almoço, decidi tomá-lo aqui no bar, enquanto aprecio este entra e sai: homens e mulheres de todas as idades (com relevância para as mulheres) chegam, pedem chá ou café, que tomam ao balcão, e desaparecem logo a seguir. As mesas também vão sendo ocupadas e libertas rapidamente. Ninguém aquece o lugar por muito tempo. As Sessões Científicas já começaram e quem se inscreveu neste Congresso veio mesmo para aproveitar da experiência dos palestrantes e levar ensinamentos, que ajudem na actividade do seu quotidiano, a lidar com os casos que forem surgindo, dando-lhes a resposta mais adequada.&lt;br /&gt;Mas como não faço parte desta elite de Congressistas e estou aqui apenas como Acompanhante, depois do pequeno-almoço decidi dar uma volta pelo Parque em redor do hotel: árvores centenárias, majestosas no porte, vestem o Parque de Merendas, do lado direito do hotel, até à Igreja de Santa Maria Madalena – uma igreja do século XVIII, em estilo Barroco, mandada construir pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles –, prosseguindo depois pela encosta do monte, serra acima. São sobreiros. Sobreiros de grande porte e carvalhos. As suas copas, agora com pouca folhagem, formam uma abóbada rendilhada por onde se vislumbram retalhos de azul celeste e dispensam muita beleza, serenidade e calma a este local calado e tranquilo, que convida à meditação e ao abandono de nós. Mesas e bancos em granito difundem-se pela encosta e oferecem comodidade e bem-estar aos passantes, sob a serena frescura das árvores frondosas, nos dias mais cálidos e soalheiros. Oferecem o apetecido repouso quando o sol aperta.&lt;br /&gt;Do lado esquerdo do hotel abre-se uma alameda de carvalhos, que nos encaminha para capela de Santa Marta do Leão, simples nas suas linhas rectas, mas magnífica no seu trono frontal ao fundo da alameda, no cimo de uma pequena escadaria ladeada por duas fontes. E, para sorte minha, alguém vai selar aqui o seu amor e estão a ornamentá-la com bonitos arranjos de rosas brancas. Está aberta e eu tenho a possibilidade de a conhecer por dentro – oportunidade que não tive na Igreja de Santa Madalena. Mas, tal como por fora, por dentro é também muito simples e sem nada que atraia mais demoradamente a minha atenção.&lt;br /&gt;Por detrás da capela sobe a serra pedregosa, adornada com carvalhos e sobreiros ancestrais nas nodosidades dos seus troncos muitas vezes mutilados. Do lado direito da capela, numa plataforma e avançando pela encosta, mais mesas e bancos em granito convidam os amantes da Natureza a virem até cá com os seus farnéis e fruírem das delícias deste espaço, que terá pertencido à Cerca do Convento hoje adaptado a hotel – o Hotel da Falperra, em Braga - como tem acontecido a tantos outros conventos ao longo do país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/R9GGyebfxbI/AAAAAAAAAK4/vlhKitVkZLg/s1600-h/SANY0067.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-5278485845255599799?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/5278485845255599799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=5278485845255599799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/5278485845255599799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/5278485845255599799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2008/03/na-falperra.html' title='NA FALPERRA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/R9GGaubfxaI/AAAAAAAAAKw/xqueNNCDRQU/s72-c/SANY0063.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-2823205235743310000</id><published>2007-09-24T17:30:00.000+01:00</published><updated>2007-09-24T17:56:22.887+01:00</updated><title type='text'>Cinco Dias em Madrid</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Durante cinco dias perdemo-nos nas ruas monumentais da cidade de Madrid, cidade harmoniosa e bela no seu conjunto, onde a imponência dos edifícios casam de forma aprazível com o verde dos parques e jardins e com a água das inúmeras fontes esculpidas que a ornamentam. É, a meu ver, monumental e encantadora, cheia de verde, água, arte e cultura. Foram cinco dias de exaustão total para o corpo e plena exultação do espírito, que não se cansava de devorar aquele manjar colocado à sua disposição. Um verdadeiro festim para a alma. A beleza daqueles edifícios, daquelas fontes esculpidas, daquelas praças absorvem e convidam-nos a palmilhar as ruas de olhar atento e máquina fotográfica apontada, querendo registar cada pormenor, cada ângulo, cada edifício, cada conjunto… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem duas linhas turísticas – a linha azul e a linha vermelha – percorridas por autocarros panorâmicos, que passam de quarto em quarto de hora pelos diversos pontos mais turísticos e, por quinze euros – bilhete normal para um dia – pode-se entrar e sair indiscriminadamente em qualquer delas e, conhecer assim, o coração da cidade. Sem muito custo fica-se com um conhecimento bastante razoável dos principais pontos cidade. Embora com um só bilhete de 15 euros se possa entrar indisciminadamente nas duas linhas, percorrer uma linha em cada dia, podendo assim sair em cada paragem e caminhar por ali é, do meu ponto de vista, o ideal para ficar com uma idéia muito mais pormonorizada da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem muitas e fontes esculpidas, onde a água corre abundantemente. A Praça Maior tem ao centro a estátua de Filipe II a cavalo e, à noite, fica repleta de gente a comer nas esplanadas das diversas cervejarias, cafés e restaurantes, espalhados ao longo das arcadas, em toda a volta da Praça. Aqui e ali a música vai animando o ambiente. Aqui um conjunto muito divertido, com dois violoncelos, um saxofone, bateria e acordeão; mais além uma espécie de castanholas e um acordeão fazem a música; do outro lado é um conjunto de copos com água até determinado ponto, dedilhados por mãos sabedoras, que soltam a melodia…&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-2823205235743310000?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/2823205235743310000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=2823205235743310000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/2823205235743310000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/2823205235743310000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/09/1208-durante-cinco-dias-perdemo-nos-nas.html' title='Cinco Dias em Madrid'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-3062185876602076712</id><published>2007-07-23T23:23:00.000+01:00</published><updated>2007-11-12T10:50:51.093Z</updated><title type='text'>VIAGEM A CUBA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Circuito por Havana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba era um destino turístico há muito almejado e depois de uma tentativa falhada há alguns anos, no dia 24 de Abril de 2007 partimos do aeroporto Sá Carneiro, na Ibéria, com escala em Madrid, para o desejado destino.&lt;br /&gt;Chegados ao aeroporto de Havana e após as formalidades de desembarque, bastante demoradas e algo enervantes depois de uma viagem de nove horas e meia, a Mercedes – a nossa guia – e o Júlio – o nosso condutor – conduziram-nos ao Hotel Nacional, ao qual chegámos vinte minutos depois. Fiquei bem impressionada com o hotel logo no primeiro encontro: um clássico muito agradável. No segundo dia de estadia tivemos o prazer de assistir a aí a um espectáculo de “music-hall” fantástico (Já assisti a vários do género, em lugares de renome, mas nenhum como esse).&lt;br /&gt;No dia seguinte, logo às nove horas, um “Tour” por Havana iniciava o circuito, que se iria estender a algumas das regiões de Cuba.&lt;br /&gt;Angústia, tristeza, incredulidade foi o misto de sentimentos que me invadiram nesse primeiro contacto com a cidade. Senti um aperto na alma naquele primeiro encontro, logo ali, ao começar, na marginal. Levava uma fasquia demasiado elevada comigo. Todos me diziam maravilhas de Cuba. Todos me falavam da sua beleza desde há muitos anos, o que foi despertando em mim esse enorme desejo de visitar aquele país. O primeiro impacto foi desastroso. Não estava preparada. A beleza, a riqueza, a imponência estão lá, nas fachadas dos seus inúmeros edifícios, que o tempo e o bloqueio não levaram, ainda, completamente. Mas uma enormíssima percentagem precisa de ser restaurada. Já. Precisa de obras imediatas de recuperação, para que não se perca completamente todo aquele património arquitectónico.&lt;br /&gt;Património da Humanidade desde 1982 começa-se a recuperar a cidade antiga com o apoio de Espanha e da UNESCO; e a “Plaza Vieja”, que um cartaz exibe completamente destruída, está praticamente recuperada. Mas há ainda muito para fazer. Precisa de muito dinheiro para recuperar todo aquele enorme património de um passado rico, que o tempo, um satânico bloqueio, e… sei lá que mais, foram arruinando.&lt;br /&gt;Mas tem, ainda, (ou já tem de novo) edifícios muito bonitos e coisas muito bonitas e ricas nos seus museus e igrejas, que se expõem sem grandes entraves (em alguns sítios paga-se uma pequena quantia para fotografar), às objectivas das nossas máquinas fotográficas e de filmar. E um deles é o Palácio dos Capitães Generais, que é agora Museu da Cidade de Havana. O edifício é bonito e o recheio também. E o trono, que nunca foi ocupado, porque os reis espanhóis não chegaram a visitar a colónia, lá está na denominada Sala do Trono. A sala das bandeiras, com muitas dezenas de bandeiras (algumas tão velhinhas, que se desfarão ao menor toque, razão pela qual a porta se mantém sempre fechada) é também interessante. Mas tem diversas outras salas com obras de arte, mobiliário e cerâmicas bonitas e de bastante valor.&lt;br /&gt;Também o Seminário de Havana é um belo edifício antigo. E a capela, que precede a entrada na catedral pelo lado do Seminário, é lindíssima. Bem como a Catedral que é também muitíssimo bonita e está muito bem cuidada. O povo cubano é maioritariamente católico. E desde a visita do Papa professa a sua religião livremente. Antes, mais timidamente, na opinião da Mercedes, praticava-a também. Agora pratica-a abertamente, embora, como noutros sítios, só os mais velhos e as crianças o façam.&lt;br /&gt;Misturadas com a religião católica, praticam-se também religiões trazidas de África pelos antigos escravos, que vieram para a cultura da cana-de-açúcar, nomeadamente a dos Orixás.&lt;br /&gt;A Padroeira de Cuba é a Virgem Santíssima do Cobre ou a Virgem da Caridade do Cobre.&lt;br /&gt;Havana, a exemplo do Rio de Janeiro e de outros lugares no Mundo, tem também um Cristo: «El Cristo de La Habana». Fica à entrada do porto, perto da Fortaleza e é diferente do usual. Está a abençoar a cidade. Tem uma mão no peito e outra a abençoar. É em mármore de Carrara, feito em Itália pela escultora cubana Gilma Madera. Mas há outro Cristo em Havana. Também diferente dos Cristos habituais. É um Cristo sentado e está no Museu da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em Havana alguns locais carismáticos ligados a nomes famosos da Música, da Literatura e outros, referenciado pelos guias aos turistas. Nomeadamente o restaurante, frequentado habitualmente pelo escritor norte-americano Ernest Hemingway, Prémio Nobel da Literatura, que aí viveu muitos anos: o “La Zaragolana”. Outro desses sítios carismáticos pela fama dos seus antigos frequentadores é LA BODEGUITA DEL MEDIO. As paredes estão repletas de assinaturas e as mesas dos famosos, que a frequentaram, entre as quais a de Nat King Cole, assinaladas com uma placa.&lt;br /&gt;Como muitas outras cidades e sítios no mundo, Havana, tem também figuras e curiosidades interessantes para dar a conhecer. E junto ao Mosteiro de S. Francisco há o monumento à Dignidade, intitulado “O Homem de Paris”, que conta a história de um homem, que andava por Havana e ninguém sabia quem era, nem de onde viera. Sem casa nem família, sempre limpo e arranjado, gentil com as mulheres a quem cedia o passeio, oferecia uma flor, dizia palavras gentis… Nunca pedia nada. Aceitava o que lhe davam e disso vivia. Foi internado pelo Governo num manicómio e, parece… que foi «recuperado».&lt;br /&gt;E agora uma curiosidade: em frente à Universidade de Havana há uma “ceiba” ou árvore da sumaúma, no meio da rua, com um muro à volta, porque em Cuba ninguém derruba uma sumaumeira! A sumaumeira é uma árvore mística. Diz-se que a vida correrá mal a quem derrubar uma «ceiba».&lt;br /&gt;Na praça mais antiga de Havana, a Praça das Armas, há uma que assinala o sítio onde foi rezada a 1ª missa, na cidade.&lt;br /&gt;E já que falámos de Universidade, poderemos falar da educação, que é gratuita para todos, incluindo os estudos universitários. Quem quiser estudar não precisa de ter dinheiro. Basta que demonstre capacidades intelectuais para o fazer. Só o transporte para as escolas e a alimentação, para a qual a família terá de pagar uma quota, é por conta das famílias. Mas em Cuba, qualquer transporte serve. E tivemos ocasião de passar por uma carrinha de “caixa aberta” carregada de estudantes de regresso a casa.&lt;br /&gt;Todos os transportes são possíveis, em Cuba, a circularem nas ruas, nas estradas e nas auto-estradas. E há uns carrinhos de três rodas, que levam duas pessoas e o condutor e se vêem por toda a cidade de Havana a transportar pessoas de um ponto para outro, muito engraçados, que dão um colorido especial à cidade e ao país. Encontrámo-los também noutras cidades. São os Coco Táxis. Há outro tipo de táxis: carros de todos os tempos e marcas; mas estes são realmente engraçados e especiais. Nunca os tinha visto antes, em parte alguma. São uma espécie de triciclos, abertos, coloridos, pequenos e económicos – qualidade essencial de qualquer meio de transporte, não apenas em Cuba, mas muito importante em Cuba. O combustível é caro, há pouco, e cada família não pode gastar o que quer (Apesar de haver petróleo em Cuba. Pouco. Diz-se. Mas estão três países a explorá-lo: China, Canadá e Venezuela. Sendo pouco não se entende o interesse desses países na sua exploração. Mas… Eles o saberão!), e o Governo aconselha a que se dê boleia. Dar boleia é um acto solidário e quase uma obrigação. E nós fomos beneficiados por essa medida quando, avariado o nosso autocarro, fomos transportados ao aeroporto pelo primeiro que ali chegou, que nem pertencia à mesma Companhia. O condutor demonstrou bem o aborrecimento que aquela viagem inesperada, ao fim do dia, lhe causava, mas não deixou de a fazer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falávamos da educação, que é gratuita como já disse, e também a saúde o é. E pelo que ouvi à guia, deduzo que se aposta bastante na medicina preventiva. Os médicos saem à rua e fazem rastreios à população, tratando os que precisam de ser tratados a tempo e horas. Não há listas de espera. Mas se precisarem de ser internados, as coisas complicam-se. Os hospitais são pobres e os edifícios velhos, com vidros partidos e persianas desconchavadas. O paciente terá de levar lençóis e tudo o necessário para ter algum conforto durante a sua estada no hospital.&lt;br /&gt;Também a alimentação das famílias é subsidiada. O governo distribui umas senhas pelas famílias, para a obtenção de um mínimo essencial para cada família. Quem quiser algo acima disso terá de o pagar bem mais caro. Assim, pelo menos, não há fome. Não há verdadeira fome em Cuba. Os cubanos têm um ar prazenteiro, simpático, saudável e digno. Gostei dos cubanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último apenas um pequeno apontamento sobre a Praça da Revolução, na Havana moderna, à volta da qual se concentra quase todo o poder político e económico de Cuba e onde se fazem todas as celebrações. É uma praça ampla, com capacidade para conter um milhão de pessoas (número esperado para daí a dois dias, nas comemorações do Dia 1º de Maio), sem zonas sombreadas, razão pela qual – informação da guia – há a preocupação de marcar as celebrações para bem cedo, antes que o sol aperte.&lt;br /&gt;                                                                                                                                    Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-3062185876602076712?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/3062185876602076712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=3062185876602076712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3062185876602076712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/3062185876602076712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/07/viagem-cuba.html' title='VIAGEM A CUBA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-8048062549455614519</id><published>2007-02-15T20:56:00.000Z</published><updated>2007-02-15T20:58:50.106Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/RdTJLUIgexI/AAAAAAAAAAU/MhWAmXo72mE/s1600-h/um+aspecto+da+catedral+de+Split.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031867879899822866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/RdTJLUIgexI/AAAAAAAAAAU/MhWAmXo72mE/s320/um+aspecto+da+catedral+de+Split.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um bonito aspecto da Catedral de Split; a Catedral mais pequena do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-8048062549455614519?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/8048062549455614519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=8048062549455614519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/8048062549455614519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/8048062549455614519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/02/um-bonito-aspecto-da-catedral-de-split.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oSmIVAInTZg/RdTJLUIgexI/AAAAAAAAAAU/MhWAmXo72mE/s72-c/um+aspecto+da+catedral+de+Split.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-2031606994681235280</id><published>2007-02-15T14:49:00.000Z</published><updated>2007-08-07T23:09:33.369+01:00</updated><title type='text'>A Croácia – DUBROVNIK</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Croácia, até há pouco mais de uma dezena de anos uma das seis repúblicas que constituíam a Jugoslávia de Tito, é hoje um jovem pais na costa ocidental do mar Adriático, mesmo em frente à Itália, de uma beleza natural apaixonante e que me apaixonou; desde a sua costa seguida paralelemente por um cordão de ilhas a poucas milhas de distância, algumas em estado selvagem, até aos lagos Plitvicka e outros perfis do seu terreno montanhoso. Mas não é um país apenas de belezas naturais. Tem também lindíssimas cidades medievais de muralhas intactas e ruas estreitinhas bem cuidadas e limpas: Zadar, Trogir, cidades Património da Humanidade, são exemplo disso. E também Split é uma cidade muito bonita da costa croata. É a segunda maior cidade da Croácia. E a sua "cidade" medieval cresceu com refugiados da destruída cidade de Salona (antiga cidade romana de Solin), a partir do século VII, no interior das muralhas do palácio de Diocleciano, datado do século III.&lt;br /&gt;Chegados ali, os refugiados adaptaram as diversas construções e aposentos, no interior das muralhas, às suas necessidades de vida. E, é assim, que o mausoléu de Diocleciano se transformou em Catedral Católica; a Catedral mais pequena do mundo.&lt;br /&gt;Os subterrâneos do Palácio mantiveram-se encobertos até quase aos nossos dias e estão muito bem conservados. Só desde 1956 está aberta aos visitantes uma parte dos subterrâneos do palácio e outra desde 1997 e podem ver-se aí a disposição e a forma dos aposentos originais, absolutamente reconstruídos. Até um lagar de azeite.&lt;br /&gt;O Palácio de Diocleciano é também Património da Humanidade.&lt;br /&gt;Mas a “Jóia” mais formosa deste jovem país é, sem dúvida, DUBROVNIK, que, no passado, foi um dos pequenos Estados do Mediterrâneo – a rica e poderosa República de Dubrovnik, senhora de uma grande frota comercial e que teve grande importância nas rotas comerciais de oriente para o Ocidente, tanto por terra como por mar. Os seus palácios, igrejas e catedral eram belas obras de arte, em estilos gótico e renascentista. Mas em 1667 a cidade sofreu um terramoto, que transformou tudo num montão de escombros. A reconstrução foi difícil e transformou por completo o aspecto da cidade. E os belos palácios góticos e renascentistas deram lugar a casas de estilo barroco, com rés-do-chão, primeiro e segundo andares, todas muito idênticas, com lojas comerciais no rés-do-chão, que dão à cidade o ar harmonioso que hoje tem. Apenas o Palácio Sponza e a fachada do Palácio dos Reitores (uma espécie de Palácio do Governo), mantêm o aspecto original.&lt;br /&gt;Como todos sabemos, a seguir à proclamação da sua independência, em 1990, a Croácia sofreu uma guerra sangrenta, infligida pelos sérvios, que abriu feridas profundas no seu tecido social, no seu tecido urbano e na sua economia. E uma parte da Croácia esteve ocupada até 1998.&lt;br /&gt;Durante o conflito, DUBROVNIK, a cidade medieval, ficou destruída em mais de oitenta por cento. Mas graças à ajuda internacional (Unesco) e à determinação dos croatas, está praticamente reconstruída. E, como atrás disse é, realmente, a “Jóia”.  Fica no sul, na região da Dalmácia, na ponta mais comprida da ferradura – o mapa da Croácia tem a forma de uma ferradura assimétrica –, e é lindíssima. Tanto a sua parte antiga, como a moderna. A parte nova estende-se ao longo de uma península muito recortada, e o casario espalha-se pelas colinas, de um lado e do outro da baía de perfil sinuoso, onde fica o porto novo da cidade. A parte antiga é um aglomerado encantador - de novo reconstruído -, sobre uma escarpa íngreme, cercado por quase dois quilómetros de muralhas, intactas.&lt;br /&gt;Lindíssima!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/2000&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-2031606994681235280?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/2031606994681235280/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=2031606994681235280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/2031606994681235280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/2031606994681235280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/02/crocia-dubrovnik.html' title='A Croácia – DUBROVNIK'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-1807018389797526431</id><published>2007-02-15T09:57:00.000Z</published><updated>2007-08-07T23:17:58.875+01:00</updated><title type='text'>UMA MANHÃ NA PRAIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aconchegada sob a sombra protectora do guarda-sol de colmo vou observando a enorme praia de areia macia a esta hora quase deserta. Contam-se por escassas dezenas as pessoas presentes: há um casal a jogar badmington; duas crianças brincam na areia com os seus baldinhos coloridos – um verde e outro amarelo – e, junto à linha de água, onde a areia está mais dura e torna o caminhar mais agradável, algumas pessoas, acompanhadas ou sozinhas, caminham mais ou menos apressadas. São nove e meia da manhã, é tempo de férias e não apetece levantar cedo para ir para a praia, apesar dos conselhos dos especialistas. E, nesta enorme praia, a praia de La Barrosa, em Sancti Pietri, Chiclana de La Frontera, na região de Cadiz, em Espanha, mais ninguém se avista a esta hora da manhã, além das pessoas atrás mencionadas.&lt;br /&gt;Resguardada a ocidente por uma enorme falésia, a praia de La Barrosa tem do lado oposto à linha de água uma larga faixa de dunas, que a separa dos hotéis, e do lado oriental afila-se lentamente numa língua de terra coroada pelas cúpulas de alguns prédios, até se desfazer, ao longe, no anilado do horizonte. É ampla, em forma de meia-lua, com bandeira azul, e é banhada pelas águas temperadas de uma baía. No enorme areal tem dois pequenos bares onde se podem alugar por alguns euros “espreguiçadeiras” e guarda-sóis de colmo para todo o dia, e é delicioso estar aqui, a esta hora da manhã, sob um céu azul e um sol, que já aquece bem, amenizado pela brisazinha morna e gostosa, que chega do mar em maré vaza, a lembrar uma enorme planície, muito lisa, salpicada aqui e acolá de pequenas flores amarelas e vermelhas –  bóias coloridas –, da qual emana uma toada ronronante e embaladora, que apetece e relaxa: ritmada, contínua, muito calma…muito mansa... Aproxima-se…afasta-se; aproxima-se…afasta-se. Ao longe pequenos barcos de pesca fazem a faina na grande planície, que se alarga para lá da linha do horizonte até à costa africana e, mais próximo, dois barquinhos à vela sulcam a superfície ao ritmo da brisa suave.&lt;br /&gt;Deitada na espreguiçadeira fecho os olhos e deixo que este ambiente me envolva e me domine. Deixo-me levar ao sabor do canto doce deste mar, que me arrasta com sua voz mansa e me transporta pelos caminhos da fantasia: mergulho no interior do seu mundo silencioso em busca de mitos perdidos no emaranhado dos tempos. Vagueio por mundos de fausto e de esplendor, descritos por Platão nos seus diálogos “Timeus e Crítias”, dormindo o sono profundo nas entranhas do mar, que, pelo descrito, não estarão muito longe daqui. Percorro salões magnificentes de palácios habitados por seres semi-divinos, aparentados com os deuses, cheios de sabedoria e bondade. Seres que se deixaram enredar pelos “vícios” do poder e, perdendo a virtude e as características divinas, atraíram a fúria dos deuses e no espaço de um dia e de uma noite de terramotos e inundações, pereceram para sempre sepultados nas profundezas deste mar que me enfeitiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mitos perdidos no enredo dos tempos,&lt;br /&gt;engolidos por deuses em fúria, habitam teu&lt;br /&gt;seio profundo. Jazem em ti sepultados.&lt;br /&gt;Mundos de Platão, por Aristóteles negados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia começa a encher-se transformando-se numa enorme pinha de corpos besuntados estendidos sobre toalhas coloridas na areia. Perdeu para mim bastantes dos seus atractivos. Há já confusão a mais para o meu gosto.&lt;br /&gt;São onze e meia da manhã e regresso ao hotel. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Chinclana de la Frontera – Agosto/2004 &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-1807018389797526431?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/1807018389797526431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=1807018389797526431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/1807018389797526431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/1807018389797526431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/02/uma-manh-na-praia.html' title='UMA MANHÃ NA PRAIA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-2909962893942088671</id><published>2007-01-30T08:41:00.000Z</published><updated>2007-02-05T14:27:30.462Z</updated><title type='text'>UMA VIAGEM MARAVILHOSA – DOS FIORDES À CAPITAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lagos de água serena, povoados por ilhotas recobertas de exuberante vegetação, servem de espelho a casinhas de madeira de cor ocre – a cor predominante nas casas rurais da Noruega –, com portas e janelas contornadas a branco, entre relvados bem limpos e viçosos e tufos de vegetação arbustiva, e a alcantiladas e verdes encostas subindo em direcção ao céu; rios turbulentos galgam penedos em borbulhões de branca espuma; cascatas prateadas saltam dos céus sobre desfiladeiros e gargantas apertadas; estradas sinuosas descem pelas ravinas sobre o abismo, penetram a montanha e desembocam ao lado de lagos paradisíacos de margens cortadas a pique e seguem paralelamente à linha de água, entre esta e a escarpada encosta, ou prosseguem, lado a lado, com impetuosos riachos de montanha.&lt;br /&gt;A dado momento, à saída de mais um dos muitos túneis, todas as vozes se calam repentinamente e um sussurro de espanto generalizado – aaaah!!!!... – percorre todo o autocarro.&lt;br /&gt;De entre o silêncio que então se fez, soltou-se uma voz: "Isto é uma verdadeira catedral!"&lt;br /&gt;É mesmo! É uma majestosa catedral da Natureza. E sentimo-nos pequeninos. Tão pequeninos e insignificantes perante tal força, tal imponência, tão majestosa beleza! Deus esmerou-se na sua criação. Aplicou aqui toda a Sua criatividade, todo o Seu sentido de estética, todo o Seu sentido de equilíbrio e harmonia. As palavras não têm força suficiente para descreverem o que o coração sente. As palavras não têm força suficiente para descreverem a beleza desta Natureza intacta, preservada.&lt;br /&gt;Mas os noruegueses sabem apreciar e gozar as delícias desta Natureza exuberante. E aos fins-de-semana, tanto de Verão como de Inverno, saem das cidades e vão para as cabanas da montanha – quase todas as famílias têm uma –; casinhas feitas de madeira, pequeninas, muito simples, bem calafetadas, de telhados cobertos de terra – a maior parte – onde crescem flores e erva durante a Primavera. Proliferam como floridos e verdejantes jardins suspensos entre as majestosas árvores dos bosques. As famílias que não têm uma dessas cabanas, têm as do Estado, que utilizam de graça, comprometendo-se a deixá-las cuidadas e limpas para que outros as possam utilizar com o mesmo prazer. É esse sentido cívico "O bem de uns é o bem de todos" que ajuda a que mantenham uma Natureza tão maravilhosamente preservada, que todos podem usufruir, obtendo dela idêntico prazer e bem-estar. Aí passam as férias e os fins-de-semana em completa comunhão com a Natureza, respeitando-a e convivendo com ela, sem a ferir: de Inverno esquiam e de Verão fazem montanhismo. Todos sabem esquiar. E o esqui é no Inverno utilizado como o principal meio de transporte para o emprego, para a escola, etc. Para qualquer lado que precisem de ir, deslocam-se de esqui.&lt;br /&gt;Oslo, a capital da Noruega, é, a meu ver, uma cidade muito bonita, constituída por algumas dezenas de ilhas e por mais de três centenas e meia de lagos. É, em área, uma das grandes cidades do mundo, onde vivem menos de meio milhão de pessoas. A parte central – a parte realmente urbana – não é muito grande, mas é muito limpa e arrumada, com alguns bonitos edifícios e é cheia de flores e profusamente verdejante. Tem parques magníficos de árvores frondosas, com relvados muito limpos e cuidados e água a jorrar abundantemente de bonitas fontes, por entre esculturas em granito representando a pessoa humana nos vários aspectos da vida em família, sobre grandes tinas, que durante o Verão se transformam em “piscinas” onde as crianças chapinham e nadam alegremente; e é vê-las felizes, a rir e a gritar por entre salpicos de água, nas muitas "taças" que se encontram por todo o lado e, de Inverno, a água desses reservatórios gela e transformam-se em pistas de patinagem sobre o gelo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da sua função ornamental, essas taças têm também uma função prático/recreativa, tanto de Verão como de Inverno.&lt;br /&gt;Como ponto alto na beleza desta cidade surge Parque Viggeland. É de uma beleza extraordinária. Tem dezenas, ou talvez centenas de esculturas em granito e em bronze, representando os vários aspectos das relações e sentimentos humanos, de uma beleza e de uma expressividade difíceis de descrever. Só olhando-as se pode sentir a força que emanam. Parece que têm alma. E a água jorra profusamente por entre os nus. É lindo!&lt;br /&gt;O ciclo da vida está representado neste Parque desde o nascimento até à morte: o bebé, a criança, o rapaz e a rapariguinha que se encontram e se gostam, o primeiro beijo, a alegria do matrimónio e depois as suas crises e desencantos, os netos, a solidão da velhice, o medo da morte, a morte... É fantástico! O seu autor, o escultor Gustav Viggeland demorou 40 anos na concretização desta sua magnífica obra, mas com ela ganhou a imortalidade. É um Homem que não morrerá na memória daqueles que tenham a ventura de conhecer o seu magnífico parque - O PARQUE VIGGELAND.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Julho/98&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-2909962893942088671?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/2909962893942088671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=2909962893942088671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/2909962893942088671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/2909962893942088671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/01/uma-viagem-maravilhosa-dos-fiordes.html' title='UMA VIAGEM MARAVILHOSA – DOS FIORDES À CAPITAL'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116898667611859590</id><published>2007-01-16T22:25:00.000Z</published><updated>2007-01-21T11:38:54.523Z</updated><title type='text'>OLINDA - BRASIL</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Os meus olhos descem devagar e passeiam de mansinho sobre a mancha verde da luxuriante vegetação salpicada pelo vermelho dos telhados, de onde ressaltam, de quando em quando, as torres das igrejas e mergulham extasiados no verde marinho, de matizes deslumbrantes, da baía, lá ao fundo. Foi provavelmente daqui, do lugar onde hoje se encontra o terraço da igreja de S. Salvador do Mundo, padroeiro da cidade, que Duarte Coelho Pereira  exclamou: "Oh! Linda terra para se fundar uma vila!” E aqui fundou a vila de Olinda, em 1535.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Olinda dista apenas sete quilómetros da cidade do Recife, ocupa a área aproximada de 29 km2 e é banhada pelo rio Beberibe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;As suas 22 igrejas e 11 capelas (algumas bem pobrezinhas), cuja traça e características iniciais terão sido, provavelmente, bastante adulteradas por obras de conservação, e das quais poderemos destacar a&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;da Misericórdia, a do Carmo, o mosteiro de S. Francisco, a da Sé, e outras, ainda reflectem uma época, um ambiente histórico característico; as lindas casas de tríplice beiral com portadas e balcões de treliça; as&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;íngremes ladeiras quinhentistas, com destaque para a ladeira "Cabeça de Negro"; o mercado dos escravos, etc., fazem desta bonita cidade, cheia de luxuriante vegetação, uma cidade histórica, registada - "Cidade Tombada" - considerada pela UNESCO como património da Humanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Olinda e as suas gentes, as gentes símples da rua, vivendo em função do turista que visita a sua histórica cidade:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- Compre... leve...é bom para pôr nos gavetões - e mostram-nos punhados de raízes finas, atadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- O que é isso? - pergunto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- É sândalo. É bom para pôr nos gavetões. Leve. É uma recordação de Olinda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- "Pó de Angola"... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;"pacholini&lt;/i&gt;"... compre... - e vão mostrando saquinhos com um pó amarelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Além está a feira. Há a tenda com o queijo de Minas, as dos cocos, tendas de bordados, rendas, bijuterias... e, mais adiante, um homem sentado no chão vai esculpindo cascas de uma árvore da região: cajá (parece cortiça). Das suas mãos vão saindo igrejas, casas, palmeiras... composições bonitas. Coisas típicas de Olinda para turista comprar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Olinda, cidade histórica&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;do Brasil, é um pedaço da nossa história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A poucas dezenas de quilómetros de Olinda fica Porto de Galinhas, nome que ficou do tempo do tráfico de escravos, quando aí aportavam os barcos chegados de Àfrica, com o convés cheio de galinhas e os porões repletos de escravos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E este lugar, que foi palco de tanto sofrimento, que lembra uma época bem triste da nossa história, da qual não poderemos sentir orgulho, mas que não podemos renegar, é um lugar paradisíaco, com lindas lagoas naturais de água tépida e fundos de areias brancas e macias, cavadas nos recifes de corais, onde os peixinhos ornamentais&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;- daqueles que usamos nos aquários - aparecem, em chusma, para comerem o ouriço aberto, que a mão do jangadeiro lhes estende.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Aliàs, Portugal está presente em cada pedaço deste imenso país. Voando de Fortaleza para Manaus, fizemos escala em Belém, foz do rio Amazonas e em Santarém. Mas outras terras com nomes bem portugueses poderemos encontrar ao longo desta rota, espalhadas por esta vasta região.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vizeu, Bragança, Melgaço, Óbidos,&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Baião, Aveiro, &lt;span style="TEXT-TRANSFORM: uppercase"&gt;A&lt;/span&gt;lmeirim, Alenquer e, mais para o interior, a noroeste de Manaus, nas margens do rio Negro, Barcelos, que, em tempos idos, foi a capital desta região, são prova de como a história do Brasil está ligada à deste pequenino rectângulo, no sudoeste da Europa, que é PORTUGAL.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 7"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Olinda, Agosto/93&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-: PTfont-size:10;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 9"&gt;&lt;/span&gt;Jeracina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116898667611859590?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://aposviagem.blogspot.com/' title='OLINDA - BRASIL'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116898667611859590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116898667611859590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116898667611859590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116898667611859590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2007/01/olinda-brasil.html' title='OLINDA - BRASIL'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116595461723475986</id><published>2006-12-12T19:51:00.000Z</published><updated>2006-12-13T23:03:14.996Z</updated><title type='text'>BRASIL/1993</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;PARTIDA PARA O RECIFE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorre o ano de 1993. É Agosto e vamos partir em viagem de férias para o Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma após outra, as pessoas vão chegando ao aeroporto Sá Carneiro, no Porto, e começa a formar-se o grupo. Trocam-se cumprimentos e fala-se do ambiente "lá": dos trombadinhas, dos assaltos e, especialmente, das imagens televisivas da noite anterior sobre os acontecimentos da Igreja da Candelária, que estão bem vivas e muito presentes em cada um de nós. Estamos todos atónitos com o sucedido e um pouco assustados. E as conversas versam todas à volta desse triste e lúgubre acontecimento e da falta de segurança que dizem haver no Brasil.&lt;br /&gt;- O quê!? Leva aliança? Eu não levo nada. Tirei tudo. Lá não se pode andar com nada na rua. Qualquer coisa que brilhe é perigoso – diz alguém para uma companheira de viagem, que acaba de chegar, e se vem juntar ao grupo.&lt;br /&gt;Feito o check-in, despedimo-nos dos familiares e amigos que nos acompanharam até aí, e dirigimo-nos à sala de embarque e daí para um avião da Varig, onde um atencioso comissário de bordo, à entrada, nos indica o corredor por onde devemos seguir para encontrarmos os nossos lugares. O meu fica do lado direito do avião, à janela, o que me agrada bastante. Arrumo a bagagem de mão e sento-me. Pouco depois, exactamente às 11:05 horas, o avião descola e rapidamente se eleva e sobrevoa o ondulado claro-escuro provocado pelos pequenos bancos de nevoeiro alojados nas rugas do terreno e pelos cumes escuros dos montes, que furam a névoa, sob um azul manchado, aqui e além, por pequenos farrapos brancos e progride ao longo do litoral português que, visto assim, de cima, por entre os farrapos de névoa, se assemelha um bonito e retalhado puzzle. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguimos voo 701, que nos levará até ao Recife, cidade Pernambucana do nordeste Brasileiro, com escala em Lisboa, onde entrarão novos passageiros e a escala será bastante demorada e, consequentemente, cansativa. Prosseguindo depois a viagem, que será tranquila, apesar de pequenos períodos de turbulência ao atravessarmos algumas zonas mais tempestuosas, e à hora prevista aterraremos no aeroporto internacional de Guararapes, no Recife, onde somos esperados e recebidos, com afabilidade, por Lúcia, a nossa guia local, e, alguns, por familiares e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife, capital do Estado de Pernambuco – Paranam Buco, que quer dizer "mar que arrebenta" em linguagem indígena, foi das primeiras áreas colonizadas pelos portugueses, em cuja floresta tropical atlântica, encontraram a árvore pau-brasil, que deu o nome ao país. Ocupa uma área aproximada de 209 Km2 e tem compridas e largas avenidas e extensas praias. É constituída por três ilhas centrais: Boa Vista, Recife e Sto António, banhadas pelas águas do rio Capibaribe, e ligadas entre si por pontes, e por mais duas ilhas arrabaldes.&lt;br /&gt;A praia da Boa Viagem, paralela à avenida do mesmo nome, é vastíssima. O mar é quebrado, à entrada, por recifes que, ao longo da praia, formam uma lagoa de águas calmas e transparentes onde, logo de manhãzinha, se vêem banhistas. Mas não será muito aconselhável, nem "saudável", aventurarem-se para lá dos recifes, pois pode haver encontros indesejáveis. Ao que parece, essas águas serão povoadas por tubarões. Ao longo da avenida, junto à praia, encontram-se, de onde em onde, barraquinhas típicas de venda de cocos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O coco é o símbolo da cidade do Recife e uma das principais produções da região. A sua água chupada por uma palhinha, quando bem fresca, é óptima para matar a sede e, além disso, parece serum forte reconstituinte do organismo.&lt;br /&gt;Urbanisticamente a cidade do Recife pareceu-me um pouco desorganizada, com prédios de vários andares convivendo, lado a lado, com vivendas e casas térreas. Uma convivência, a meu ver, um pouco chocante. Mas, sobrevoada, é geometricamente traçada - como quase todas as cidades brasileiras que sobrevoei nesta viagem -, e parece um enorme puzzle retalhado em quadriláteros.&lt;br /&gt;A Comunidade Portuguesa tem um lugar de destaque nesta cidade. Possui várias instituições próprias, incluindo um hospital.&lt;br /&gt;O Clube Português, por exemplo, ocupa uma área de 20 000m2, com um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina olímpica e outra menor, cortes de ténis, restaurante, etc. Tem uma sala de troféus repleta de taças ganhas nas várias modalidades desportivas, que praticam: natação, pólo aquático, hóquei, futebol, basquetebol, etc.; tem também um rancho folclórico. Faz-se ai o melhor Carnaval de todo o Recife, chegando a juntar 25 000 pessoas.&lt;br /&gt;Os nossos conterrâneos sentem um grande orgulho neste espaço, onde se cultiva, além da cultura brasileira, um pouco da cultura portuguesa. Fomos aqui recebidos e tratados com muito carinho, com muito calor humano pelos nossos amigos, os "Amigos do Minho", que nos proporcionaram momentos inesquecíveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/93&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116595461723475986?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116595461723475986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116595461723475986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116595461723475986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116595461723475986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/12/brasil1993.html' title='BRASIL/1993'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116403157155885623</id><published>2006-11-20T14:04:00.000Z</published><updated>2006-11-20T15:01:49.650Z</updated><title type='text'>CARTAGENA DAS ÍNDIAS - AS ILHAS DO ROSÁRIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A sul da baía de Cartagena ficam as ilhas do Rosário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegar às ilhas do Rosário é chegar ao paraíso, após uma passagem pelo purgatório. São duas horas e meia de viagem, num pequeno iate sem quaisquer condições para viajar, ainda que por poucas horas, neste tipo de clima. Haverá outros com melhores condições, certamente; mas foi esta excursão que nos foi oferecida e, por conseguinte, comprada por nós. Em climas como este, qualquer pequeno iate turístico deverá ser panorâmico, com boa ventilação e coberta protegida, para que os passageiros possam receber a brisa refrescante e admirar a paisagem. Mas não acontece assim neste barco. No seu interior o calor é sufocante e na coberta não se pode parar. O sol, tórrido, não tem piedade para com os que dele abusam. Um passeio, que tem todos os ingredientes para ser repousante e muito agradável - para quem goste de andar de barco -, torna-se terrivelmente cansativo: duas horas e meia de viagem sob um sol abrasador, por um mar barrento (as águas da baía de Cartagena são manchadas de tons barrentos), passando pouco a pouco a azul profundo; e… então… o paraíso! Um mar de águas límpidas, multicoloridas, matizadas dos mais maravilhosos tons de azuis e verdes, salpicadas por ilhas e ilhotas - lugar escolhido pelos praticantes de desportos naúticos -, com construções bem adaptadas ao ambiente (uma espécie de cabanas com cobertura de folhas de palmeira) e que podem ser alugadas e proporcionar belas temporadas de lazer, em saudável convívio com a Natureza, aos felizardos de bolsa recheada.&lt;br /&gt;Há uma ilhota, com apenas uma casa, que nem é grande, mas que ocupa toda a área da ilha, com um bonito iate atracado à porta, cercada por um cuidado e verdejante jardim florido, que pela sua beleza aliada à sua simplicidade, me toca profundamente. é sem dúvida a minha preferida.&lt;br /&gt;Neste mesmo arquipélago, mas algumas milhas à frente deste primeiro conjunto de pequenas ilhas paradisíacas, na ilha "San Martín de Pajares", bem verdejante e circundada pelas mesmas águas límpidas e coloridas em tonalidades de azuis e verdes, fica o "Oceanario" - um aquário marítimo onde, em enormes piscinas, podemos admirar grande variedade de seres marinhos: golfinhos, tubarões, peixes-serra, raias enormes, tartarugas, moreias, etc. Um empreendimento bem conseguido e cuidadosamente tratado, que emerge deste mar transparente, colorido de belos matizes. Muito bonito! E lamento não poder ficar por aqui mais tempo. Este mar merece ser cruzado nas diversas direcções, por entre as ilhas, e estas... visitadas. É muito pouco o tempo de permanência aqui, depois de tão incómoda viagem. E ter de regressar deixa-me com uma sensação de “fome na alma”; mas são os inconvenientes destes passeios em grupo. Temos de obedecer ao que está planeado.&lt;br /&gt;No regresso atracamos à "Praia Grande", uma praia de areia branca já na costa colombiana, para almoçarmos. E mal pomos o pé fora do barco, somos assediados pelos vendedores de ostras, que quase no-las metem pela boca dentro.&lt;br /&gt;-Não, não quero - digo. Mas ele insiste. E tanto insiste que...&lt;br /&gt;Após saborear três pequeninas ostras, que o vendedor vai abrindo de um maciço de pequenas ostras agarradas umas às outras, às quais mistura uma gotinha de limão, pede-me cinco mil pesos.&lt;br /&gt;Cinco mil pesos por três ostras pequeninas!? Não, não dou. É demais. Acabo por lhe dar dois mil, pela lição que me dá e que eu aprendo, e não, propriamente, pelas ostras. Acho que se aproveitam da ingenuidade das pessoas e, com isso, não concordo. Estou, normalmente, sensibilizada para ajudar esta gente que vive do que vai vendendo ao turista; mas assim, não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No barco tinham-nos alertado para os vendedores de ostras, que estariam à nossa espera no desembarque, mas eu não me apercebi do aviso e caí que nem uma patinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que tudo isto faz a história de uma viagem e são experiências e memórias que se guardam, para mais tarde recordar. E, assim, vamos crescendo e aprendendo.&lt;br /&gt;Ao longo desta praia há uma tosca cobertura de folhas de palmeira, suportada por estacas de madeira. Sob ela, mesas e bancos muito toscos, sobre a areia branca e fina da praia. É aí que almoçaremos.&lt;br /&gt;Enquanto nos preparam o almoço, uns vão banhar-se nas águas tépidas e outros, entre os quais me encontro, sentados nos bancos debaixo do alpendre de folhas de palmeira, tomam conta das coisas. Atrás de nós, alguém entoa uma melodia numa voz bem timbrada e agradável e toca uma guitarra, à qual falta uma corda, utilizando para o efeito um pente. O conjunto tem melodia e é agradável ao ouvido e o tempo até ao almoço que, entretanto, nos é servido, passa rapidamente. Servem-nos peixe frito, arroz de coco, salada mista e banana frita envolvida numa massa de farinha de milho, em travessas individuais de plástico (a minha é vermelha), já bastante usadas. Olhamos uns para os outros…&lt;br /&gt;Servem-nos, com certeza, o melhor que têm, da melhor maneira que sabem e nas melhores condições que podem e "Quem dá o que tem, a mais não é obrigado". Mas eu apenas consigo comer o peixe, que está fresquíssimo. O resto… tem um paladar... Não sei como descrevê-lo. Há quem não consiga comer nada; outros... comem tudo. Mas é sempre assim, e felizmente que assim é. “Os gostos não se discutem”.&lt;br /&gt;Também aqui somos assediados pelos vendedores de colares, pulseiras, brincos...; coisas bonitas, feitas de diversos materiais. E fazem bom negócio. Ou melhor: vendem muita coisa. Não sei se o negócio será mesmo bom, ou se a necessidade os obriga a deixarem as coisas por metade daquilo que pedem. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116403157155885623?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116403157155885623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116403157155885623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116403157155885623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116403157155885623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/11/cartagena-das-ndias-as-ilhas-do-rosrio.html' title='CARTAGENA DAS ÍNDIAS - AS ILHAS DO ROSÁRIO'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116360590212833857</id><published>2006-11-15T15:50:00.000Z</published><updated>2006-11-20T10:17:46.573Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116360590212833857?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116360590212833857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116360590212833857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116360590212833857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116360590212833857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116178396372965824</id><published>2006-10-25T14:42:00.000+01:00</published><updated>2006-10-25T14:48:23.540+01:00</updated><title type='text'>DE CARTAGENA A SANTAMARTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De Cartagena a Santamarta são 280 quilómetros, por uma região muito plana e alagadiça, onde cresce o mangue (vegetação característica das regiões pantanosas), que, de noite, proporciona uma visão ímpar, com centenas e centenas de estrelinhas - pirilampos - a cintilar na escuridão da noite, ao nível dos nossos olhos. Diz a crença popular da região que, “quem for mordido por um pirilampo na cara ou nas mãos, será feliz para toda a vida”. Mas o mangal é habitat de muitas cobras e outros répteis e, quem lá entrar de noite, não sairá vivo, certamente. Daí o ditado. Creio. A pessoa que de lá saia viva é, com certeza, pessoa de sorte. Há também, ao longo deste trajecto, pastagens, onde pasta gado bovino.&lt;br /&gt;Ainda em Portugal, tomei conhecimento através da comunicação social, de inudações na Colômbia há pouco tempo e, ultimamente, tem chovido bastante. Não sei se será essa a causa do panorama que vamos encontrando. Mas as povoações, que se nos deparam ao longo deste percurso, deixam-me completamente deprimida e triste. Como é que seres humanos podem viver desta maneira? As barracas emergem da água e por todo o lado se acumula imundice. Neste “caldo”cresce, com certeza, toda a espécie de bicharada - ratos, cobras, moscas, mosquitos..., em coabitação amigável com os seres humanos. É deprimente ver seres humanos nestas condições de habitabilidade. E mesmo em Barranquilha, cidade com mais de três milhões de habitantes, na foz do rio Madalena - o maior rio da Colômbia -, na zona da feira e hoje é dia de feira em Barranquilha, a mesma miséria, a mesma imundice, a mesma decadência nas ruas e nas casas. Mas também passámos por bairros limpos, arejados e vislumbrámos largas avenidas em Barranquilha!&lt;br /&gt;A "Quinta de San Pedro Alejandrino" onde morreu Simão Bolíver, "EL Libertador", fica neste percurso. Podem ver-se aí, além do monumento a Simão Bolíver, em mármore de Carrera, a Casa-Museu onde ele morreu e um Museu Contemporâneo com bonitas obras de alguns pintores colombianos contemporâneos, árvores com algumas centenas de anos, que impressionam pelo seu porte e majestade.&lt;br /&gt;Fica também neste percurso o "Parque de Salamanca". E, ao ouvir este nome, surgiu na minha mente uma imagem arborizada, verde, onde cresce a Vida. Julguei que me estava a aproximar de uma região verde, bonita, de árvores frondosas. Mas não é assim. O Parque de Salamanca são quilómetros e quilómetros de uma região sem vida, resultante de uma catástrofe biológica provocada pela infiltração do petróleo. É uma região pantanosa de onde emergem os espectros de uma vegetação morta - o mangue, morto pelo petróleo -, como fantasmas elevando para o céu os "braços esqueléticos", ressequidos, a pedir clemência para os homens, que tão funesto crime provocaram. E, de longe a longe, repousam um pelicano ou uma garça, sobre os ramos ressequidos do mangal.&lt;br /&gt;É uma visão satânica, de uma beleza magnífica quando, ao pôr-do-sol, este se reflecte na água do mangal morto!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116178396372965824?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116178396372965824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116178396372965824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116178396372965824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116178396372965824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/10/de-cartagena-santamarta.html' title='DE CARTAGENA A SANTAMARTA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116112342900175162</id><published>2006-10-17T23:00:00.000+01:00</published><updated>2006-10-17T23:36:30.056+01:00</updated><title type='text'>CARTAGENA – comerciando…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se hoje é dia de feira, ou se todos os dias se repete esta azáfama na cidade antiga de Cartagena das Índias; mas o espaço sob as Arcadas da Praça dos Coches - junto à Torre do Relógio - está repleto de humildes banquinhas de "comes e bebes" com bolos de milho, de fubá, carne frita, doces, etc. E saindo para a direita, por uma rua estreita, pouco asseada e a precisar de cuidados urgentes de conservação (não é a única), com grande movimento - tanto de veículos como de peões -, vêem-se sobre os passeios pequeninas bancas, onde os vendedores expõem os seus produtos aos olhares mais ou menos indiferentes dos passantes. Cada banca tem apenas um ou dois produtos e em pequenas quantidades: aqui cenouras, além laranjas, mais adiante abacates, fruta-pinha, bananas…; depois são uns frutos exóticos, redondos, grandes - que nunca vi - que despertam a minha atenção. Agora, aproxima-se um rapazito negro a empurrar, pela rua, um carrinho de mão com uns frutos parecidos com nêsperas dentro de pequenos copos. Pergunto-lhe o nome do fruto e ele diz-mo, mas é tão arrevesado que não o fixo.&lt;br /&gt;-Quanto custa? – pergunto, apontando um copo.&lt;br /&gt;-Quinhentos pesos - responde-me.&lt;br /&gt;Compro um copo desses frutos. São saborosos, mas pouco carnudos. Têm um caroço muito grande. Outro carrinho de mão se aproxima lentamente. Vende saquinhos de mangas fatiadas. Uma senhora aproxima-se e negoceia. O vendedor abre um saquinho, polvilha a manga fatiada com açúcar e entrega-lho. Custou 400 pesos. Ali está um negro com um carrinho de cocos. Parte-os com uma catana pequena e com uma pinça vai arrancando pedaços da alva polpa e atira-os para dentro de uma bacia de plástico, que tem ao lado, em cima do carro. O negócio está mau. A bacia está cheia e ninguém se aproxima para lhe comprar nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o vendedor de saladas, um pouco mais adiante, está com mais sorte. Tem pelo menos meia dúzia de pessoas à sua volta, à espera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um corta-legumes corta uma "couve-coração" em fatias finas para um plástico estendido sobre a tampa do carro, depois dispõe tudo em fiadas numa travessa, varre – e é esse o termo - o plástico com a mão, pega noutro legume e procede do mesmo modo. E, assim, sucessivamente, vai enchendo a travessa com vários legumes crus, fatiados.&lt;br /&gt;-São mil pesos - diz. Não me apercebo bem da quantidade que vale os mil pesos, mas das várias pessoas à sua volta, algumas já comem. Não se temem, por aqui, as doenças gastro-intestinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em Cartagena não se faz comércio apenas nas ruas. Há bonitas lojas e modernos centros comerciais. E as joalharias, em enormíssima quantidade, disputam os clientes com grande agressividade. Cada qual tem os seus agentes que, pelas ruas, fazem a angariação da clientela entregando cartõezinhos com a promessa de um "regalo", ou, apresentando-se como guias, vão-nos dando informações sobre os monumentos que visitamos no momento e, quando menos esperamos, estamos a ver jóias. Assim aconteceu junto à Catedral, onde há uma do Estado - dizem eles.&lt;br /&gt;Visitávamos a Catedral, quando nos apareceu um sujeito bem falante, que se apresentou como Guia do Estado, e começou a dar-nos informações sobre a data da sua construção, o estilo, os materiais usados... e, a seguir, diz-nos que, em frente, há uma casa de artesanato em ouro. Eis-nos, quase sem nos apercebermos como, no interior da ourivesaria a observar e a apreçar esmeraldas - pedra preciosa que deu fama à Colômbia. Agora, infelizmente, a fama vem-lhe de um produto bem mais nefasto. Cartagena, por ter sido um porto importante, está associada a essa pedra preciosa quase desde a sua fundação. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;JG&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116112342900175162?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116112342900175162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116112342900175162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116112342900175162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116112342900175162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/10/cartagena-comerciando.html' title='CARTAGENA – comerciando…'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116092845291049898</id><published>2006-10-15T16:40:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T17:07:32.923+01:00</updated><title type='text'>CARTAGENA DAS ÍNDIAS - UM POUCO DE HISTÓRIA - A Cidade Velha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cartagena das Índias foi descoberta por "Peralonso Núñez"  e "Cristóbal Guerra", que  atracaram pela primeira vez na baía a que deram o nome de "Cartagena" 1505 e, só mais tarde, em 1533,  "Don Pedro de Heredia" fundou a cidade de Cartagena no local onde existia um povoado nativo com o nome de "Kalamari". Teve  grande importância económica e política para a Coroa Espanhola na época do colonialismo, pela sua situação estratégica: daí saíam para Espanha os galeões carregados de ouro e de outras riquezas, e aí aportavam grandes carregamentos de escravos para serem comercializados. Foi muito disputada por ingleses e franceses e sofreu vários ataques e saques dos  piratas que, na época, infestavam o Mar das Caraíbas: desde Roberto Baal, a Sir Francis Drak e outros. Em 1586 começou a sua fortificação. Mas foram precisos duzentos anos  de "melhoramentos, reconstruções  e inovações", para que, no fim do período colonial, tivesse adquirido a categoria de "Plaza Fuerte inexpugnable", com um forte cinturão de muralhas e fortes à entrada de baía. Tornou-se independente de Espanha em 11 de Novembro de 1811. Foi das primeiras províncias a fazê-lo.&lt;br /&gt; A cidade amuralhada de Cartagena, "Património Cultural da Humanidade", tem onze quilómetros de resistente muralha, aberta na extensão de um  quilómetro apenas, que cerca o casario de características espanholas,  com seus balcões de madeira torneada, quase todos pintados de negro, castanho, ou escurecidos e envernizados,  e uma pequena parte, nas casas mais modestas da zona mais popular da cidade, pintados de branco, de verde..., ressaltando em  muitos o colorido das plantas  e das flores, que lhes proporcionam um encanto muito particular. Tem ruas que fascinam pela beleza das sua casas balconadas.&lt;br /&gt;Pode-se observar no interior da cidade amuralhada, algumas igrejas, museus e vários monumentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; A igreja de "San Pedro Claver"  “é uma das maiores e das mais bonitas da cidade". É do século XVIII e é consagrada a "San Pedro Claver”, protector dos escravos desde os fins do século XIX, aquando da beatificação deste, que é, desde então, patrono da Colômbia. E a catedral é do século XVI e é  consagrada a Santa Catarina de Alexandria. Construída em pedra de coral e argamassa, tem três naves imponentes, suportadas por robustas colunas cilíndricas. Junto fica o palácio episcopal, onde se hospedou o Santo Padre em 1986, quando visitou a Colômbia. Num belo prédio do passado - como, creio, o serão todas as casas no interior das muralhas - fica o Museu do Ouro, com entrada para um pátio em forma de claustro repleto de samambaias  em vasos suspensos, bem viçosas e verdejantes, e nas salas interiores, entre outras coisas, pode-se admirar  peças em ouro pré colombianas, magníficas: peças para ornarar os seios, o sexo masculino, brincos, alfinetes, anéis, gargantilhas, etc. Tudo feito em ouro puro.  Algumas em ouro de  quarenta quilates. Pode-se aí admirar uma pepita de ouro quase do tamanho de um punho. Sobre a colina de S. Lázaro ergue-se o Castelo de S. Filipe, que domina pelo tamanho e  robustez da sua construção. O seu interior é cheio de "desníveis,  rampas, túneis e galerias". Um verdadeiro labirinto de túneis a descer, muito íngremes e escorregadios, onde mal cabe uma pessoa. No sopé da colina, na base do castelo, há uma escultura - "Los Zapatos Viejos"- em homenagem ao poeta Luís Carlos López, cartagenês, que escreveu sobre os costumes e a vida da cidade e suas gentes e, ao lado do monumento, pode lêr-se o seu poema dedicado a Cartagena, que transcrevo, e que menciona os sapatos velhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;«A mi ciudade nativa&lt;br /&gt;Noble rincón de mis abuelos: nada&lt;br /&gt;como evocar, cruzando callejuelas,&lt;br /&gt;los tiempos de la Cruz e de la Espada,&lt;br /&gt;del ahumado candil y las pajuelas&lt;br /&gt;pues ya pasó, ciudade amurallada,&lt;br /&gt;tu edad de folletín... Las carabelas&lt;br /&gt;se fueron para siempre de tu rada...&lt;br /&gt;Ya no viene el aceite en botijuelas!&lt;br /&gt;Fuiste heróica en los años coloniales,&lt;br /&gt;cuando tos hijos, águilas caudales,&lt;br /&gt;no eran una caterva de vencejos.&lt;br /&gt;Más hoy, plena de rancio desaliño,&lt;br /&gt;bien pueden inspirar ese cariño&lt;br /&gt;que uno les tiene a sus zapatos viejos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;                                   Luís C. Lopez1928»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;JG&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/1995&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116092845291049898?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116092845291049898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116092845291049898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116092845291049898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116092845291049898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/10/cartagena-das-ndias-um-pouco-de.html' title='CARTAGENA DAS ÍNDIAS - UM POUCO DE HISTÓRIA - A Cidade Velha'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-116072565862398300</id><published>2006-10-13T08:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-13T08:47:38.630+01:00</updated><title type='text'>CARTAGENA DAS ÍNDIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cidade de Cartagena das Índias, na costa noroeste da Colômbia, numa região muito plana circundada por pântanos e mangais, é banhada pelo mar das Caraíbas  e o seu tecido urbano, entremeado de lagos e laguinho, estende-se por ilhotas e penínsulas, ao longo de uma vasta extensão. Tem prédios bons, de vários andares, bairros muito bonitos e outros menos bonitos de "casas" pobres e ruas de terra batida, como qualquer cidade; mas o bairro de características árabes, na ilha de Manga, tem, logo à entrada uma casa cor de rosa, que me deixou uma impressão de...maravilha. Todo bairro o é bonito, de casas com colunas cilíndricas, muitas trabalhadas em alto relevo, mas aquela... &lt;br /&gt;É uma cidade tem sitios encantadores. El Laguito, por exemplo, é um lugar onde apetece passear.&lt;br /&gt;O ponto mais alto da cidade de Crtagena das Índias é a colina da Popa, onde se situa o" Convento de Santa Cruz de la Popa", com  um pátio em forma de claustro, à entrada, esplêndido pela beleza dos seus balcões interiores repletos de viçosas plantas, umas que pendem e outras que trepam e lhe dão um encanto verdadeiramente singular, e pelos maravilhosos pensamentos e mensagens inscritos nas suas paredes brancas. Há também um poço árabe, neste pátio, que ajuda a compor o conjunto. &lt;br /&gt;Há na colina da Popa, um pequeno museu e uma igreja onde é venerada a imagem da Senhora da Candelária e desfruta-se daí uma vista muito bonita da cidade, em toda a volta, lá em baixo, de braços preguiçosos estendidos pelas águas tépidas da baía, deixando  divisar o casario por entre a ramagem da vegetação. E um passeio de "caleche", à noite, descendo a encosta da colina até à cidade velha é também muito agradável.&lt;br /&gt;Outro passeio divertido - à noite - pelo característico, é a "Rumba en Chiva": um autocarro aberto dos lados, com bancos corridos cheio de turistas, que leva ao centro um conjunto a tocar e a cantar a "rumba”. Dá a volta à cidade e sobe ao  alto de "La Popa”; pára aí cerca de quarenta minutos e dança-se a "rumba"; depois vai até à cidade velha onde continua a dança debaixo das arcadas e são servidos bolos típicos. Vai acabar numa discoteca. Durante o passeio há rum, coca-cola e gelo, que cada turista pode usar sem restrições, e preparar a sua “cuba-livre” quantas vezes quiser. &lt;br /&gt;É bastante barulhento, mas divertido, e a descida da colina de "La Popa”  proporciona-nos uma vista encantadora sobre a cidade iluminada e os fortes da baía.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;JG&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-116072565862398300?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/116072565862398300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=116072565862398300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116072565862398300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/116072565862398300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/10/cartagena-das-ndias.html' title='CARTAGENA DAS ÍNDIAS'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-115981377185159102</id><published>2006-10-02T19:25:00.000+01:00</published><updated>2006-10-02T19:41:52.706+01:00</updated><title type='text'>"Bocagrande" - CARTAGENA DAS ÍNDIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O sol inunda o meu quarto. Olho o relógio. São seis horas da manhã. Levanto-me e espreito pela janela. Na praia há pessoas a correr e a caminhar. Algumas já estão na água. A meu lado, dorme, ainda, o meu marido. Deito-me de novo, mas a claridade no quarto incomoda-me e não me deixa adormecer. Aqui não se pode dormir até tarde. Faz falta um reposteiro que vede a entrada ao sol, logo de madrugada. As cortinas não são suficientemente opacas e deixam entrar muita claridade. Entretanto o meu marido acorda também e aprontamo-nos para descer e tomarmos o pequeno almoço, que é servido das sete às dez horas, no rés-do-chão.&lt;br /&gt;O buffet, bem fornecido, tem uma apresentação muito agradável. Há uma boa variedade de sumos naturais e muita fruta: papaia, ananás, melão e melancia…; há uma grande variedade de bolinhos, biscoitos, salgadinhos...; há manteiga, compotas, mel, flocos de cereais, leite, milo, etc. Sirvo-me de alguma fruta e de um copo de sumo de ananás e peço uma omeleta, que é feita na hora e começo a comer, numa mesa junto ao jardim, onde me sentei com o meu marido. Depois do pequeno almoço conversamos com os companheiros de grupo e resolvemos que hoje será um dia para descansar. Iremos para a praia, que fica aqui mesmo, do lado de lá da rua. Requisitarmos as toalhas - temos também direito a uma cadeira e a um toldo por cada duas ou três pessoas – e saímos para a praia; mas, mal pomos o pé fora da porta do hotel...&lt;br /&gt;-Senhora, Senhora... – e mostram-nos "t-shirts" estampadas com monumentos de Cartagena, paisagens, poesias... - Engraçadas, algumas.&lt;br /&gt;-Quanto custa?&lt;br /&gt;-4000 pesos.&lt;br /&gt;-Não. É muito. E começa a discussão do preço. A "t-shirt" acaba por ficar nos 1500 ou 2000 pesos.&lt;br /&gt;Ainda o negócio não terminou aqui, já ali, o vendedor de colares, com um maçote de colares pendurados no antebraço, vai tirando um, outro... e outro… e vai-os mostrando.&lt;br /&gt;-Coral – diz. E faz a prova do fogo: pega num isqueiro e acende-o por baixo do colar para demonstrar que não é de plástico.&lt;br /&gt;- "Senhora, trancitas?"&lt;br /&gt;-Não, obrigada.&lt;br /&gt;-"Sin compromisso, una sola!" - dizem.&lt;br /&gt;-Não, não quero. Obrigada.&lt;br /&gt;São raparigas... mulheres negras. Uma...duas... três... várias. Oferecem-se para nos fazerem trancinhas no cabelo. Tranças muito fininhas, rematadas com uns berloques de plástico colorido. É um penteado artístico. E gosto de ver o cabelo assim entrançado; mas, em mim, não estou disposta a experimentar.&lt;br /&gt;-"Senhora! manicure, pédicure, massagem..."&lt;br /&gt;Lá andam elas. E ali, na praia, sob a sombra protectora do toldo, arranjam-se as unhas das mãos, tratam-se os pés, fazem-se massagens... E que boas profissionais elas são! Quem experimentou diz que a massagem é óptima. Relaxa mesmo.&lt;br /&gt;E agora é o velho dos cocos. Pega num coco na mão, com uma catana lasca-lhe um pedaço da casca, faz-lhe um buraco, mete-lhe uma palhinha e oferece-o. Ninguém se mostra interessado. Parte triste.&lt;br /&gt;Depois é o rapaz do café - traz também outras bebidas numa série de garrafas termos que transporta numa grade, na mão – e vai apregoando o café. E também os agentes turísticos passam e oferecem passeios para as ilhas do Rosário, Santamarta, Vulcão...; depois são os estudantes de enfermagem que se oferecem para medir a tensão arterial...&lt;br /&gt;-Quanto custa? - pergunta-se-lhes.&lt;br /&gt;- "Una propina. Lo que quiera dar." –respondem.&lt;br /&gt;É assim, sempre. Estamos em "Bocagrande", a zona turística de Cartagena, onde se encontram os hotéis, restaurantes, bares... e, mal pomos o pé fora da porta do hotel - na praia ou na rua - somos assediados por esta gente que vive do turista, dos serviços e artigos que este lhe compre. E eu gosto desta gente. Gosto do jeito como falam, da doçura da sua voz, do seu sorriso, do clima de afectividade e carinho em que nos envolvem, da suavidade das suas feições... São bonitos, os negros - bastante claros - daqui. São mais bonitos do que os brancos. Têm umas feições doces, suaves...Terão, certamente, misturado sangue índio – a raça indígena – e branco, dos colonizadores espanhóis. A raça negra veio de África no tempo da escravatura. Já que, nessa época, Cartagena foi um grande porto de comércio de escravos. Mas acho-os agradáveis, bem parecidos. E os polícias, por exemplo, rapazinhos negros, muito jovens, que policiam a praia e aparecem, quase sempre, em grupo de quatro. Ficam impecáveis na sua farda de calção verde musgo, t-shirt branca com a palavra "POLÍCIA" gravada nas costas e no peito, sapatilhas e meias brancas, "bivaque" verde musgo e "cassetete" à cintura.&lt;br /&gt;Encanta-me a elegância e aprumo destes jovens polícias!&lt;br /&gt;A praia, razoavelmente grande, é de areia escura, mais parecida com terra do que com areia. Nada se parece com a areia branca e fina das nossas praias. Mas a água!... A água é tépida...deliciosa! Depois de entrar nela não apetece mais sair.&lt;br /&gt;E, ao banhar-me nesta água tépida, recuo vinte e poucos anos no tempo e sinto-me nas águas da baía de Luanda, nas da Corimba, nas do Mussulo...; águas tépidas, como estas, mas areias brancas e finas. E, intimamente, dou comigo a lamentar que, num país como Angola, com tantas potencialidades - geológicas, turísticas, agrícolas... - com que a Natureza o dotou, as suas gentes morram de fome. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;JG&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-115981377185159102?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/115981377185159102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=115981377185159102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115981377185159102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115981377185159102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/10/bocagrande-cartagena-das-ndias.html' title='&quot;Bocagrande&quot; - CARTAGENA DAS ÍNDIAS'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-115885012633093510</id><published>2006-09-21T15:46:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T15:50:48.580+01:00</updated><title type='text'>DE CARACAS A CARTAGENA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;À primeira impressão o aeroporto de Caracas é agradável. É amplo, espaçoso e bem climatizado; mas, a pouco e pouco, vamos notando que lhe falta a tecnologia dos modernos aeroportos europeus, especialmente no que diz respeito à comunicação. Falta-lhe, por exemplo, uma cadeia de televisores espalhados pelas diferentes salas de embarque que mantenham os passageiros informados sobre os voos prestes a sair, bem como um sistema de som, que anuncie o voo que vai partir. Embora apareçam alguns placards pelos corredores, anunciando os voos e se oiçam, aí, os altifalantes, nas salas de embarque ouvem-se muito mal. Quando chega a hora de qualquer embarque, andam funcionários pela sala, como pregoeiros, a anunciar o voo.&lt;br /&gt;O nosso voo para Cartagena é enfim anunciado. Estávamos saturados de esperar e embarcámos finalmente num avião pequeno, que nos levará a Cartagena, de noite, por um “piso” bastante esburacado. É-nos servido um frango estufado ou assado - não sei bem - sem sabor, batatas encruadas e ervilhas, durante a viagem. Café... não há. Parece impossível que na região do café, não tenham café para nos servirem. Mas… não têm. A viagem terá durado menos de duas horas, mas como não registei a hora de embarque, não sei bem. Foi turbulenta e a aterragem bastante brusca. É tempo de atrasar o relógio mais uma hora. Em relação a Portugal há sete horas de diferença.&lt;br /&gt;O aeroporto anda em obras e há que caminhar desde a pista de aterragem até ao edifício. É o primeiro contacto com o clima. A pele fica pegajosa e a roupa agarra-se-nos ao corpo, mas será o clima que teremos de suportar durante os próximos doze dias e é bom que nos habituemos.&lt;br /&gt;Apesar de alguns pequenos contratempos para algumas pessoas do grupo as formalidades de desembarque não são demoradas e já estamos todos fora do aeroporto; mas falta o "guia", que vemos no fundo da sala, sentado num banco, com alguém ao seu lado a escrever.&lt;br /&gt;-Que se passa?- perguntamo-nos uns aos outros?&lt;br /&gt;-Desapareceu-lhe a mala. A mala dele não chegou - diz alguém.&lt;br /&gt;A sua mala não chegara, nem chegará durante o tempo que durou a nossa estada.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;JG&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-115885012633093510?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cronicas-de-viagens.blogspot.com' title='DE CARACAS A CARTAGENA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/115885012633093510/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=115885012633093510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115885012633093510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115885012633093510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/09/de-caracas-cartagena.html' title='DE CARACAS A CARTAGENA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-115860947080278395</id><published>2006-09-18T20:39:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T20:57:50.890+01:00</updated><title type='text'>SOBREVOANDO O ATLÂNTICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São quase três horas da tarde e ainda não nos serviram, sequer, um aperitivo. Se estivéssemos a viajar com a nossa companhia - a TAP - ter-nos-iam servido, certamente,  um aperitivo na viagem Porto/Lisboa e, agora, ao tempo que levamos de voo,  já teríamos almoçado. Mas aqui, não. Estamos todos a morrer de fome e o que podemos fazer é brincar com a situação: nas revistas que cada um traz, procuram-se os pratos mais suculentos e bem apresentados para acirrar a fome do vizinho. É um pouco sado/masoquista, mas é a solução encontrada para se levar a situação de ânimo leve e sem pensar muito nas ânsias do estômago. É a rir e a brincar que melhor se ultrapassam as situações desagradáveis, não é verdade? E como é sabido “a fome é de três dias.” Ainda não é o caso!... Compreendemos que nada tenham servido  na viagem Porto/Lisboa. O avião é grande e não teriam tempo para servir todos os passageiros; mas, agora...&lt;br /&gt;Finalmente! Finalmente começam a servir-nos o almoço. São três horas da tarde. E como "com fome não há pão mal feito" - diz o ditado - o pequeno bife com arroz e feijão verde cozido, toma a forma de um manjar delicioso. Findo o qual, continuo com o meu passatempo predilecto quando viajo de avião. Razão pela qual gosto de ir à janela. Gosto de observar o espaço exterior. Divirto-me imenso a olhar a camada de núvens, ora espessa, fechada, ora esburacada, como agora, a deixa entrever o azul rugoso do oceano que, lá em baixo, parece a casca de uma laranja azul.&lt;br /&gt;"A casca de uma laranja azul"!? Mas as laranjas só podem ser cor-de-laranja. Não têm outra cor. Não se diz cor de maçã, mas diz-se "cor-de-laranja". É que as maçãs, como todos sabemos, têm várias cores: amarelas, vermelhas, castanhas, verdes… mas as laranjas têm apenas uma cor. É a cor-de-laranja,  e pronto. Mas olhado daqui, o oceano dá-me essa a imagem. É a imagem que toma corpo no meu espírito: "um pedaço de casca de laranja azul."  E depois… "Uma ilha!" - digo para mim mesma - e olho para o plano de  voo, que passa no ecrã do televisor. Este diz-me que estamos a sobrevoar as Canárias. Logo a seguir outra illha se vislumbra por entre os farfalhos de nuvens a flutuar no espaço e alguém a  reconhece como sendo a ilha da Madeira.&lt;br /&gt;Será a Madeira, ou será uma das ilhas das Canárias? Não sei. A Madeira não figura na carta de voo, que vai passando no televisor; mas há quem reconheça a cidade do Funchal lá em baixo…&lt;br /&gt;A  mim parece-me difícil reconhecer qualquer cidade daqui, desta altitude.&lt;br /&gt;As ilhas ficaram para trás, mas eu continuo entretida com o que observo pela pequena janela à minha direita, e divirto-me com as imagens que a camada de núvens  me vai sugerindo sem grande empenho da imaginação: uma plantação de algodoeiros floridos emerge do fundo azul; um pouco depois, uma extensa planície polvilhada de neve estaca abruptamente nos contrafortes de alcantilada montanha coberta por um manto espesso de neve, como se ali tivesse caído um grande nevão; mais adiante é uma paisagem polar povoada por altos aicebergues que, desmoronando-se aqui e além, deixam  vislumbrar pequenos lagos de água gelada;  a seguir são pedaços de algodão em rama a boiar à superfície da água, que enche uma enorme tina; e, lá no fundo, uma paisagem verde,  salpicada de  casinhas de bonecas. Bonita! Bonita, mesmo!&lt;br /&gt;-Margarita! É a ilha de Margarita - diz um casal que se levantou da fila do centro e vem  espreitar pela janela, a meu lado. Estiveram a passar férias em Portugal e regressam a Caracas, onde vivem. São venezuelanos. Ele é descendente de portugueses. Nasceu na Venezuela, veio para Portugal com  cinco anos, e regressou à Venezuela com catorze. Agora tem vinte e oito. Vieram passar férias e visitar a família, que vive na região de Aveiro.&lt;br /&gt;-Vive-se bem na Venezuela? Quer dizer, o nível de vida é bom? - pergunto.&lt;br /&gt;- Na Venezuela o custo de vida é muito alto.  Os preços estão a nível... vamos lá, de Nova Iorque; e os salários estão a nível de... S. Salvador. Em Portugal as coisas são mais baratas - responde.&lt;br /&gt;-Então não se pode viver muito bem. O poder de compra é muito baixo. - digo&lt;br /&gt;-Não, quem quiser trabalhar pode viver bem. Não há tantos entraves como em Portugal. Em Portugal não está bom. Há muitos entraves. Para criar um negócio há muitos obstáculos a vencer, muita papelada. Aqui não. Pode-se vender bananas... qualquer coisa. Pode-se vender de tudo e em qualquer lugar. Não há entraves. A inflação é muito alta e está sempre a subir. Sobe a cada dia. É preciso investir. E investindo, quem quiser trabalhar, ganha bom dinheiro - responde-me.&lt;br /&gt;- Mas é preciso ter dinheiro para investir…&lt;br /&gt;- Sim. É verdade. Mas é uma questão de ir investindo os pequenos lucros que se vão conseguindo dia-a-dia. Quem quiser trabalhar, pode ganhar muito dinheiro.&lt;br /&gt;Perante o que oiço, deduzo que  falei com um comerciante venezuelano bem sucedido, e não com um trabalhador por conta de outrem.&lt;br /&gt;Aproximamo-nos de Caracas.  Começa a aterragem. Chove. Desde  o Porto até Caracas sempre houve núvens no céu.&lt;br /&gt;Os meus interlocutores saem aqui. Despedimo-nos. Nós teremos de desembarcar e de aguardar, entre três  a quatro horas, pelo voo que nos levará até Cartagena de Índias.&lt;br /&gt;Há que atrasar os relógios seis horas, a diferença que existe entre a hora de Portugal e a da Venezuela.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;JG&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-115860947080278395?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cronicas-de-viagens.blogspot.com' title='SOBREVOANDO O ATLÂNTICO'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/115860947080278395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=115860947080278395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115860947080278395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115860947080278395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/09/sobrevoando-o-atlntico.html' title='SOBREVOANDO O ATLÂNTICO'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34585946.post-115853062518126248</id><published>2006-09-17T23:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T20:26:07.220+01:00</updated><title type='text'>CARTAGENA DE ÍNDIAS – COLÔMBIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O“chek-in”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São nove horas da manhã do dia seis de Agosto de 1995. Chove. Acabámos de entrar no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, para partirmos para a América Central, com destino a Cartagena de Índias, na Colômbia, integrados num grupo de dezanove pessoas, que não conheço, mas que espero conhecer em breve.&lt;br /&gt;À primeira vista parece desagradável viajar com um grupo de pessoas desconhecidas; mas, muitas vezes, torna-se até gratificante e enriquecedor. Não se conhecendo, é certo, têm em comum o gosto de viajar, que as aproxima e, rapidamente, começam a interagir umas com as outras, trocando experiências e conhecimentos que as enriquecem mutuamente. Não raras vezes descobrem-se outras afinidades e nascem assim amizades a perdurar no tempo.&lt;br /&gt;O passeio que hoje iremos iniciar é organizado por uma Agência de Viagens do Norte e o grupo é constituído apenas por pessoas do Norte, que vão chegando e se vão juntando em redor do guia que nos acompanhará desde o Porto. Fazem-se as apresentações e trocam-se palavras de circunstância com os que nos ficam mais próximos, enquanto esperamos que o guia trate das formalidades de embarque. Mas as coisas não são tão céleres como desejaríamos e o “chek-in” fica encravado por um qualquer problema, que se prende com a troca de nomes na lista, e é demorado. Só duas horas e meia depois de entrarmos no aeroporto ficamos livres das bagagens. Despedindo-nos, então, dos familiares que nos acompanharam até aqui e dirigimo-nos à porta de embarque muito atrasados, onde outro arreliador contratempo nos espera: o nome de uma das passageiras do grupo não aparece no computador!&lt;br /&gt;Sanado mais este lamentável imprevisto, um autocarro transporta-nos finalmente até um avião da VIASA - Companhia Aérea Venezuelana - onde somos recebidos por um pessoal de bordo frio e distante (impressão que, ao longo da viagem, se confirmará) e pelos passageiros em trânsito saturados de estarem mais de hora e meia dentro de um avião parado na pista, depois de uma viagem de várias horas. Além do desconforto da situação, há também o cansaço que uma viagem tão longa acumula, e estão ansiosos por chegarem aos seus destinos. Vêm de Cuba, Cartagena, Cancum... Regressam de férias e logo de seguida irão retomar a rotina das suas vidas.&lt;br /&gt;Oavião descola enfim e penetra por entre uma camada espessa de núvens e parte em direcção a Lisboa com mais de hora e meia de atraso, voando sobre um espesso manto branco-cinza, com pequenos rasgões aqui e além. Cerca de meia hora depois aterrará no aeroporto da Portela, fazendo aí uma curta escala, para desembarcar os passageiros regressados e logo descola de novo e parte em direcção ao aeroporto de Caracas, viagem que irá demorar aproximadamente nove horas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Jeracina Gonçalves&lt;br /&gt;Agosto/95&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34585946-115853062518126248?l=aposviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aposviagem.blogspot.com/feeds/115853062518126248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34585946&amp;postID=115853062518126248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115853062518126248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34585946/posts/default/115853062518126248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aposviagem.blogspot.com/2006/09/cartagena-de-ndias-colmbia.html' title='CARTAGENA DE ÍNDIAS – COLÔMBIA'/><author><name>Crónicas de Viagens</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
