NA FALPERRA
Na sala do pequeno-almoço, contígua ao pequeno bar mobilado com quatro mesas redondas, baixas, rodeadas por quatro cadeirões almofadados, algumas pessoas tomam o dejejum. Poucas. Certamente apenas os hóspedes que ocupam o hotel durante este fim-de-semana. A azáfama decorre no átrio, onde se encontra o Secretariado do Congresso e onde quem chega se dirige para levantar a pasta.
Vai decorrer aqui um Congresso de Dermatologia, ao que me parece muito concorrido. O parque do hotel está completamente lotado e há automóveis estacionados pelas encostas arborizadas da serra/parque.
Como não tinha tomado ainda o pequeno-almoço, decidi tomá-lo aqui no bar, enquanto aprecio este entra e sai: homens e mulheres de todas as idades (com relevância para as mulheres) chegam, pedem chá ou café, que tomam ao balcão, e desaparecem logo a seguir. As mesas também vão sendo ocupadas e libertas rapidamente. Ninguém aquece o lugar por muito tempo. As Sessões Científicas já começaram e quem se inscreveu neste Congresso veio mesmo para aproveitar da experiência dos palestrantes e levar ensinamentos, que ajudem na actividade do seu quotidiano, a lidar com os casos que forem surgindo, dando-lhes a resposta mais adequada.
Mas como não faço parte desta elite de Congressistas e estou aqui apenas como Acompanhante, depois do pequeno-almoço decidi dar uma volta pelo Parque em redor do hotel: árvores centenárias, majestosas no porte, vestem o Parque de Merendas, do lado direito do hotel, até à Igreja de Santa Maria Madalena – uma igreja do século XVIII, em estilo Barroco, mandada construir pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles –, prosseguindo depois pela encosta do monte, serra acima. São sobreiros. Sobreiros de grande porte e carvalhos. As suas copas, agora com pouca folhagem, formam uma abóbada rendilhada por onde se vislumbram retalhos de azul celeste e dispensam muita beleza, serenidade e calma a este local calado e tranquilo, que convida à meditação e ao abandono de nós. Mesas e bancos em granito difundem-se pela encosta e oferecem comodidade e bem-estar aos passantes, sob a serena frescura das árvores frondosas, nos dias mais cálidos e soalheiros. Oferecem o apetecido repouso quando o sol aperta.
Do lado esquerdo do hotel abre-se uma alameda de carvalhos, que nos encaminha para capela de Santa Marta do Leão, simples nas suas linhas rectas, mas magnífica no seu trono frontal ao fundo da alameda, no cimo de uma pequena escadaria ladeada por duas fontes. E, para sorte minha, alguém vai selar aqui o seu amor e estão a ornamentá-la com bonitos arranjos de rosas brancas. Está aberta e eu tenho a possibilidade de a conhecer por dentro – oportunidade que não tive na Igreja de Santa Madalena. Mas, tal como por fora, por dentro é também muito simples e sem nada que atraia mais demoradamente a minha atenção.
Por detrás da capela sobe a serra pedregosa, adornada com carvalhos e sobreiros ancestrais nas nodosidades dos seus troncos muitas vezes mutilados. Do lado direito da capela, numa plataforma e avançando pela encosta, mais mesas e bancos em granito convidam os amantes da Natureza a virem até cá com os seus farnéis e fruírem das delícias deste espaço, que terá pertencido à Cerca do Convento hoje adaptado a hotel – o Hotel da Falperra, em Braga - como tem acontecido a tantos outros conventos ao longo do país.
Vai decorrer aqui um Congresso de Dermatologia, ao que me parece muito concorrido. O parque do hotel está completamente lotado e há automóveis estacionados pelas encostas arborizadas da serra/parque.
Como não tinha tomado ainda o pequeno-almoço, decidi tomá-lo aqui no bar, enquanto aprecio este entra e sai: homens e mulheres de todas as idades (com relevância para as mulheres) chegam, pedem chá ou café, que tomam ao balcão, e desaparecem logo a seguir. As mesas também vão sendo ocupadas e libertas rapidamente. Ninguém aquece o lugar por muito tempo. As Sessões Científicas já começaram e quem se inscreveu neste Congresso veio mesmo para aproveitar da experiência dos palestrantes e levar ensinamentos, que ajudem na actividade do seu quotidiano, a lidar com os casos que forem surgindo, dando-lhes a resposta mais adequada.
Mas como não faço parte desta elite de Congressistas e estou aqui apenas como Acompanhante, depois do pequeno-almoço decidi dar uma volta pelo Parque em redor do hotel: árvores centenárias, majestosas no porte, vestem o Parque de Merendas, do lado direito do hotel, até à Igreja de Santa Maria Madalena – uma igreja do século XVIII, em estilo Barroco, mandada construir pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles –, prosseguindo depois pela encosta do monte, serra acima. São sobreiros. Sobreiros de grande porte e carvalhos. As suas copas, agora com pouca folhagem, formam uma abóbada rendilhada por onde se vislumbram retalhos de azul celeste e dispensam muita beleza, serenidade e calma a este local calado e tranquilo, que convida à meditação e ao abandono de nós. Mesas e bancos em granito difundem-se pela encosta e oferecem comodidade e bem-estar aos passantes, sob a serena frescura das árvores frondosas, nos dias mais cálidos e soalheiros. Oferecem o apetecido repouso quando o sol aperta.
Do lado esquerdo do hotel abre-se uma alameda de carvalhos, que nos encaminha para capela de Santa Marta do Leão, simples nas suas linhas rectas, mas magnífica no seu trono frontal ao fundo da alameda, no cimo de uma pequena escadaria ladeada por duas fontes. E, para sorte minha, alguém vai selar aqui o seu amor e estão a ornamentá-la com bonitos arranjos de rosas brancas. Está aberta e eu tenho a possibilidade de a conhecer por dentro – oportunidade que não tive na Igreja de Santa Madalena. Mas, tal como por fora, por dentro é também muito simples e sem nada que atraia mais demoradamente a minha atenção.
Por detrás da capela sobe a serra pedregosa, adornada com carvalhos e sobreiros ancestrais nas nodosidades dos seus troncos muitas vezes mutilados. Do lado direito da capela, numa plataforma e avançando pela encosta, mais mesas e bancos em granito convidam os amantes da Natureza a virem até cá com os seus farnéis e fruírem das delícias deste espaço, que terá pertencido à Cerca do Convento hoje adaptado a hotel – o Hotel da Falperra, em Braga - como tem acontecido a tantos outros conventos ao longo do país.

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