A Croácia – DUBROVNIK
A Croácia, até há pouco mais de uma dezena de anos uma das seis repúblicas que constituíam a Jugoslávia de Tito, é hoje um jovem pais na costa ocidental do mar Adriático, mesmo em frente à Itália, de uma beleza natural apaixonante e que me apaixonou; desde a sua costa seguida paralelemente por um cordão de ilhas a poucas milhas de distância, algumas em estado selvagem, até aos lagos Plitvicka e outros perfis do seu terreno montanhoso. Mas não é um país apenas de belezas naturais. Tem também lindíssimas cidades medievais de muralhas intactas e ruas estreitinhas bem cuidadas e limpas: Zadar, Trogir, cidades Património da Humanidade, são exemplo disso. E também Split é uma cidade muito bonita da costa croata. É a segunda maior cidade da Croácia. E a sua "cidade" medieval cresceu com refugiados da destruída cidade de Salona (antiga cidade romana de Solin), a partir do século VII, no interior das muralhas do palácio de Diocleciano, datado do século III.
Chegados ali, os refugiados adaptaram as diversas construções e aposentos, no interior das muralhas, às suas necessidades de vida. E, é assim, que o mausoléu de Diocleciano se transformou em Catedral Católica; a Catedral mais pequena do mundo.
Os subterrâneos do Palácio mantiveram-se encobertos até quase aos nossos dias e estão muito bem conservados. Só desde 1956 está aberta aos visitantes uma parte dos subterrâneos do palácio e outra desde 1997 e podem ver-se aí a disposição e a forma dos aposentos originais, absolutamente reconstruídos. Até um lagar de azeite.
O Palácio de Diocleciano é também Património da Humanidade.
Mas a “Jóia” mais formosa deste jovem país é, sem dúvida, DUBROVNIK, que, no passado, foi um dos pequenos Estados do Mediterrâneo – a rica e poderosa República de Dubrovnik, senhora de uma grande frota comercial e que teve grande importância nas rotas comerciais de oriente para o Ocidente, tanto por terra como por mar. Os seus palácios, igrejas e catedral eram belas obras de arte, em estilos gótico e renascentista. Mas em 1667 a cidade sofreu um terramoto, que transformou tudo num montão de escombros. A reconstrução foi difícil e transformou por completo o aspecto da cidade. E os belos palácios góticos e renascentistas deram lugar a casas de estilo barroco, com rés-do-chão, primeiro e segundo andares, todas muito idênticas, com lojas comerciais no rés-do-chão, que dão à cidade o ar harmonioso que hoje tem. Apenas o Palácio Sponza e a fachada do Palácio dos Reitores (uma espécie de Palácio do Governo), mantêm o aspecto original.
Como todos sabemos, a seguir à proclamação da sua independência, em 1990, a Croácia sofreu uma guerra sangrenta, infligida pelos sérvios, que abriu feridas profundas no seu tecido social, no seu tecido urbano e na sua economia. E uma parte da Croácia esteve ocupada até 1998.
Durante o conflito, DUBROVNIK, a cidade medieval, ficou destruída em mais de oitenta por cento. Mas graças à ajuda internacional (Unesco) e à determinação dos croatas, está praticamente reconstruída. E, como atrás disse é, realmente, a “Jóia”. Fica no sul, na região da Dalmácia, na ponta mais comprida da ferradura – o mapa da Croácia tem a forma de uma ferradura assimétrica –, e é lindíssima. Tanto a sua parte antiga, como a moderna. A parte nova estende-se ao longo de uma península muito recortada, e o casario espalha-se pelas colinas, de um lado e do outro da baía de perfil sinuoso, onde fica o porto novo da cidade. A parte antiga é um aglomerado encantador - de novo reconstruído -, sobre uma escarpa íngreme, cercado por quase dois quilómetros de muralhas, intactas.
Lindíssima!
Chegados ali, os refugiados adaptaram as diversas construções e aposentos, no interior das muralhas, às suas necessidades de vida. E, é assim, que o mausoléu de Diocleciano se transformou em Catedral Católica; a Catedral mais pequena do mundo.
Os subterrâneos do Palácio mantiveram-se encobertos até quase aos nossos dias e estão muito bem conservados. Só desde 1956 está aberta aos visitantes uma parte dos subterrâneos do palácio e outra desde 1997 e podem ver-se aí a disposição e a forma dos aposentos originais, absolutamente reconstruídos. Até um lagar de azeite.
O Palácio de Diocleciano é também Património da Humanidade.
Mas a “Jóia” mais formosa deste jovem país é, sem dúvida, DUBROVNIK, que, no passado, foi um dos pequenos Estados do Mediterrâneo – a rica e poderosa República de Dubrovnik, senhora de uma grande frota comercial e que teve grande importância nas rotas comerciais de oriente para o Ocidente, tanto por terra como por mar. Os seus palácios, igrejas e catedral eram belas obras de arte, em estilos gótico e renascentista. Mas em 1667 a cidade sofreu um terramoto, que transformou tudo num montão de escombros. A reconstrução foi difícil e transformou por completo o aspecto da cidade. E os belos palácios góticos e renascentistas deram lugar a casas de estilo barroco, com rés-do-chão, primeiro e segundo andares, todas muito idênticas, com lojas comerciais no rés-do-chão, que dão à cidade o ar harmonioso que hoje tem. Apenas o Palácio Sponza e a fachada do Palácio dos Reitores (uma espécie de Palácio do Governo), mantêm o aspecto original.
Como todos sabemos, a seguir à proclamação da sua independência, em 1990, a Croácia sofreu uma guerra sangrenta, infligida pelos sérvios, que abriu feridas profundas no seu tecido social, no seu tecido urbano e na sua economia. E uma parte da Croácia esteve ocupada até 1998.
Durante o conflito, DUBROVNIK, a cidade medieval, ficou destruída em mais de oitenta por cento. Mas graças à ajuda internacional (Unesco) e à determinação dos croatas, está praticamente reconstruída. E, como atrás disse é, realmente, a “Jóia”. Fica no sul, na região da Dalmácia, na ponta mais comprida da ferradura – o mapa da Croácia tem a forma de uma ferradura assimétrica –, e é lindíssima. Tanto a sua parte antiga, como a moderna. A parte nova estende-se ao longo de uma península muito recortada, e o casario espalha-se pelas colinas, de um lado e do outro da baía de perfil sinuoso, onde fica o porto novo da cidade. A parte antiga é um aglomerado encantador - de novo reconstruído -, sobre uma escarpa íngreme, cercado por quase dois quilómetros de muralhas, intactas.
Lindíssima!
Agosto/2000
Jeracina Gonçalves

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